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    Lula e Blinken conversaram sobre as eleições “polarizadas” dos EUA

    Secretário de Estado americano disse que a campanha se concentrará em seis ou sete estados

    Secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, e presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
    Secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, e presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Ricardo Stuckert

    Jennifer Hanslerda CNN

    O secretário de Estado, Antony Blinken, discutiu a eleição presidencial dos EUA em conversa com o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em Brasília, nesta quarta-feira (21) – um sinal de que a próxima disputa eleitoral está na mente dos parceiros dos EUA em todo o mundo.

    “A temporada das primárias está bem encaminhada”, comentou Blinken a Lula durante a sessão de fotos na abertura da reunião, depois que o presidente brasileiro comentou sobre as próximas eleições.

    O principal diplomata dos EUA normalmente não fala sobre política interna.

    Os seus comentários diante das câmeras não mencionaram o presidente Joe Biden ou o ex-presidente Donald Trump, mas ressaltaram o quão “polarizado” o país é.

    “É um longo caminho”, disse Blinken, explicando que porque as coisas nos Estados Unidos “estão tão polarizadas, as pessoas já se decidiram”.

    “Dos nossos 50 estados, há apenas seis ou sete que estão realmente em competição”, acrescentou.

    “Portanto, você verá que quase toda a campanha provavelmente se concentrará em seis ou sete estados. Estados como a Pensilvânia, como Michigan, como Wisconsin, como Nevada”, continuou Blinken.

    “Há uma batalha por um segmento muito restrito do eleitorado”, completou.

    As observações de Blinken surgiram no começo do que se esperava ser uma reunião séria com Lula, que dias atrás comparou a situação em Gaza ao Holocausto.

    Esses comentários geraram uma disputa diplomática com Israel. O porta-voz do Departamento de Estado americano, Matt Miller, disse na terça-feira que os EUA não concordam com os comentários de Lula.

    Blinken não respondeu a uma pergunta gritada por um repórter nesta quarta-feira, enquanto se dirigia para a reunião, sobre se pretendia levantar o assunto.