Mais cidades chinesas reforçam controles diante de aumento de casos de Covid

Autoridades demonstram preocupação após Xangai registrar novo recorde de casos sintomáticos de coronavírus

Moradores se direcionam a local de teste da Covid-19 em área residencial de Xangai
Moradores se direcionam a local de teste da Covid-19 em área residencial de Xangai Reuters/Aly Song

Andrew Galbraithda Reuters

Xangai

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Após Xangai registrar um novo número recorde de casos sintomáticos de Covid-19 neste sábado (16), com 3.590, outras áreas da China decidiram reforçar controles, enquanto o país segue com a estratégia de “liberação dinâmica”, que visa acabar com a variante Ômicron, que é altamente transmissível.

A zona econômica do aeroporto de Zhengzhou, uma área central de fabricação chinesa que inclui a Foxconn, fornecedora da Apple, anunciou um lockdown de 14 dias na sexta-feira (15) “a ser ajustado de acordo com a situação epidêmica”.

No noroeste da China, a cidade de Xian pediu na sexta-feira aos moradores que evitem viagens desnecessárias para fora de seus complexos residenciais e encorajou as empresas a ter funcionários trabalhando em casa ou morando em seu local de trabalho, após registrar dezenas de infecções por Covid-19 neste mês.

Uma autoridade do governo de Xian, em resposta às preocupações dos moradores sobre uma possível escassez de alimentos, disse neste sábado que o anúncio não constitui um lockdown.

A cidade de Suzhou, perto de Xangai, informou neste sábado que todos os funcionários capazes de trabalhar em casa devem fazê-lo, e os complexos residenciais e empresariais devem evitar a entrada desnecessária de pessoas e veículos.

Números de Xangai

Além dos 3.590 casos sintomáticos, Xangai registrou 19.923 casos assintomáticos. O número de casos assintomáticos aumentou ligeiramente em relação aos 19.872 casos do dia anterior.

A contagem de casos de Xangai representa a grande maioria dos casos em todo o país, mesmo que a maioria de seus 25 milhões de habitantes permaneça trancada.

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