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    Negociação em conflitos leva tempo e “não é para amadores”, avalia especialista

    À CNN Rádio, Salvador Raza afirmou que há sinalização para possibilidade de solução entre Ucrânia e Rússia

    Soldados ucranianos em Zaporizhzhia no dia 11 de março de 2022
    Soldados ucranianos em Zaporizhzhia no dia 11 de março de 2022 Stringer/Anadolu Agency via Getty Images

    Amanda GarciaRafaella BalieiroLarissa Coelhoda CNN

    em São Paulo

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    Qualquer rodada de negociação internacional em meio a conflito é “demorada, tem técnicas e preparações para ela”, de acordo com o professor na National Defense University e diretor do Centro de Tecnologia Relações Internacionais e Segurança, Salvador Raza.

    Em entrevista à CNN Rádio, ele explicou que o estágio atual da Guerra da Ucrânia é muito importante, em especial o fator negociador.

    Representantes ucranianos e russos deram início a uma quarta reunião nesta segunda-feira (14), que foi temporariamente pausada e será retomada na terça-feira (15).

    “Já se sinaliza que pode começar a se ver a possibilidade de solução, com os dois lados trazendo algo positivo para a mesa”, completou. A parte ruim, de acordo com o especialista, porém, são “os analistas que dizem que está demorando muito” para se chegar a um acordo.

    “Até a formulação para a agenda do encontro é complicada, definir quem são os negociadores. Costumamos dizer que não é para amador, negociar faz parte do próprio conflito”, defendeu.

    Ele ainda completou: “As tentativas de resolução são parte do próprio conflito, já que se desenvolvem enquanto as ações táticas estão evoluindo.”

    Neste momento, Salvador Raza vê os russos desgastados “pelas ações de guerrilhas, insurgentes e pontuais” dos ucranianos, ao mesmo tempo em que “intensificam bombardeios e tentam bloqueá-las.”

    Para o professor, a guerra entra numa fase de “desregulamentação”:

    “Até aqui, o conflito vem obedecendo as regras tácitas, não estão usando armas de alto poder destrutivo, com potencial violação de direitos humanos, superbombas, mas a guerra começa a ser regida por suas próprias regras e aumento de violência”.

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