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    Nova Zelândia recebe Ano Novo em festivais com mais de 10 mil pessoas

    Larissa Santos, colaboração para a CNN

    O festival de música eletrônica Rhythm and Vines na cidade de Gisborne, na Nova
    O festival de música eletrônica Rhythm and Vines na cidade de Gisborne, na Nova Zelândia: sem distanciamento social
    Foto: Divulgação / Rhythm and Vines

    A Nova Zelândia tem se tornado referência no combate e controle do coronavírus. Com uma população de cerca de 5 milhões de habitantes, 2.186 casos e 25 mortes, a Nova Zelândia se tornou uma referência no combate ao coronavírus. Com uma gestão exemplar de crise, os neo-zelandeses receberam 2021 com festivais de música e sem preocupações com a contaminação.

    O maior evento foi o festival de música eletrônica Rhythm and Vines, que acontece na cidade de Gisborne desde 2003, entre os dias 29 e 31 de dezembro. Segundo a divulgação do evento, se fossem adotadas novas diretrizes de segurança ou até o mesmo cancelamento do evento, o público seria informado e eventualmente ressarcido. Mas não foi o caso e, nos últimos dias de 2020, o evento reuniu um público de 20 mil pessoas que não precisavam usar máscaras ou se preocupar com distanciamento social.

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    Em escala um pouco menor, o Rhythm & Alps, na cidade de Wanaka, reuniu 10 mil pessoas para um festival que também aconteceu entre 29 e 31 de dezembro.

    Outro evento foi a festa de três dias também na virada do Ano Novo, o Northern Bass. Ele aconteceu na cidade de Mangawhai e celebrou seu aniversário de 10 anos sem precisar de nenhuma restrição de segurança. De acordo com o site IQ, o Northern Bass teve um público de 10 mil pessoas.

    “Livre do vírus”

    Com um controle efetivo da crise do coronavírus, a Nova Zelândia se declara livre do vírus, com apenas 60 novos casos ativos entre os dias 22 de dezembro e 4 de janeiro de 2021. A ilha do Pacífico teve seu primeiro caso confirmado em 28 de fevereiro. O país viu o seu pico de contaminação entre março e abril do ano passado, com uma média diária de 70 casos.

    Com um lockdown severo de duas semanas, iniciado no dia 23 de março, a curva de contágio foi pressionada para baixo: ao final de abril a média era de três novos casos por dia. As restrições só foram aliviadas em junho, quando os 40 mil testes feitos 17 dias antes não tiveram nenhum resultado positivo.

    Em agosto, o país conseguiu a marca de 100 dias sem novos casos domésticos do vírus – ou seja, todas as poucas novas infecções eram oriundas de outros países. A primeira-ministra Jacinda Arden impôs um forte mapeamento do contágio e medidas de segurança efetivas, como fechar as fronteiras internacionais. Mesmo com uma baixa de casos, o país continuou testando milhares de pessoas diariamente.

    Segundo as palavras da primeira-ministra, a estratégia do país foi “agir pesado e antecipadamente” para conter a infecção do vírus. A efetividade das ações de Arden a levou a ser reeleita pelo Partido Trabalhista.

    O Ministério da Saúde neozelandês continuou o reforço que mesmo sem a obrigatoriedade do uso de máscaras, era necessário estocá-las em casa e que fossem mantidas as medidas de higiene e segurança.

    No Brasil

    Além de situados em lados opostos no planeta, Brasil e Nova Zelândia possuem diferenças importantes que balançam as medidas para controle da Covid-19. Isolada entre os oceanos Pacífico e Índico, a ilha não faz nenhuma fronteira terrestre, diferente do Brasil que compartilha sua divisa com mais dez países.

    O controle de entrada entre países foi extremamente monitorado pela Nova Zelândia, que impediu viagens internacionais e testou quem chegasse ao país. Em contrapartida, o Brasil tem dificuldade de controlar as passagens terrestres. No último dia 24 de dezembro, o país fechou as fronteiras para voos vindos e que tenham passagem pelo Reino Unido e limitou a entrada pelas fronteiras aquaviárias e terrestres.

    A despeito das diferenças geográficas, as medidas adotadas pelo Brasil se mostraram insuficientes para o controle da infecção. O uso obrigatório de máscaras, medidas de higiene como o uso do álcool em gel, isolamento social desde março e redução do limite de público em estabelecimentos comerciais não foram totalmente efetivas em erradicar a doença.

    No momento, o país possui mais de 7 milhões de casos, mais de 197 mil mortes, uma média de 36.689 casos por milhão.