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    OMS alerta que calor extremo pode piorar a crise de saúde na Faixa de Gaza

    Enquanto isso, forças israelenses intensificam ofensiva no centro e norte do enclave

    Palestinos transportam ajuda descarregada de um caminhão, em meio ao conflito em curso entre Israel e o Hamas, na Cidade de Gaza
    Palestinos transportam ajuda descarregada de um caminhão, em meio ao conflito em curso entre Israel e o Hamas, na Cidade de Gaza 23/03/2024REUTERS/Mahmoud Issa

    Olga Vyshnevskada Reuters

    A Organização Mundial da Saúde alertou, nesta sexta-feira (21), que o calor extremo na Faixa de Gaza poderia agravar os problemas de saúde dos palestinos deslocados pelo bombardeio israelense e pelos intensos combates na região.

    “Teremos contaminação da água e muito mais deterioração de alimentos por causa da alta temperatura. Teremos insetos, mosquitos e moscas, mas também desidratação, insolação, entre outros”, disse representante da OMS para Gaza e Cisjordânia, Richard Peeperkorn.

    O Programa Alimentar Mundial alertou que uma enorme crise de saúde pública se aproxima em Gaza devido à falta de água potável, alimentos e suprimentos médicos.

    Peeperkorn destaca que devido às más condições de água e saneamento, o número de casos de diarreia é 25 vezes superior ao normal.

    A água contaminada e o saneamento precário estão ligados a doenças como cólera, diarreia, disenteria e hepatite A, segundo a OMS.

    Guerra avança sem perspectiva de fim

    Mais de oito meses após o início da guerra em Gaza, o avanço de Israel concentra-se agora nas duas últimas áreas que as suas forças ainda não tinham atacado: Rafah, no extremo sul de Gaza, e a área que rodeia Deir al-Balah, no centro.

    “Toda a cidade de Rafah é uma área de operações militares israelenses”, disse Ahmed Al-Sofi, prefeito de Rafah, em comunicado divulgado pela mídia do Hamas nesta sexta-feira (21)

    “A cidade vive uma catástrofe humanitária e as pessoas estão morrendo dentro das suas tendas por causa do bombardeamento israelense”, acrescentou.

    Sofi disse que não havia instalações médicas funcionando na cidade e que os moradores que seguem no local não tinham acesso a itens básicos, como comida e água.

    Dados palestinos e da ONU mostram que menos de 100 mil pessoas podem ter permanecido no extremo oeste da cidade, que abrigava mais de metade dos 2,3 milhões de habitantes de Gaza antes do início do ataque israelense no início de maio.

    Os militares israelenses acusaram o Hamas de utilizar civis palestinianos como escudos humanos, uma alegação que o Hamas nega.

    “Os soldados localizaram dentro de uma residência civil grandes quantidades de armas escondidas em guarda-roupas, incluindo granadas, explosivos, um lançador e mísseis antitanque, munições e armas”, disseram os militares num comunicado na noite de quinta-feira (20).

    O braço armado do Hamas disse na quinta-feira que seus combatentes atingiram dois tanques israelenses com foguetes antitanque no campo de Shaboura, em Rafah, e mataram soldados que tentavam fugir pelos becos. Não houve comentários imediatos de Israel sobre a afirmação do Hamas.

    Nas proximidades de Khan Younis, um ataque aéreo israelense nesta sexta-feira matou três pessoas, incluindo pai e filho, disseram médicos.

    A campanha terrestre e aérea de Israel foi desencadeada quando militantes liderados pelo Hamas invadiram o sul de Israel em 7 de outubro, matando cerca de 1.200 pessoas e fazendo mais de 250 reféns, segundo registros israelenses.

    A ofensiva deixou Gaza em ruínas, matou mais de 37.400 pessoas, segundo as autoridades de saúde palestinas, e deixou quase toda a população desabrigada e indigente.