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    ONU quer retomar negociações para paz no Sudão

    Nações Unidas informam que negociações entre o exército do país e as mílias RSF devem acontecer na Arábia Saudita; país vive "ponto de ruptura humanitária” com a retomada dos combates em Cartum e ciades vizinhas 

    Cartum segue sendo alvo de bombardeios e confrontos entre o Exército e as RSF
    Cartum segue sendo alvo de bombardeios e confrontos entre o Exército e as RSF Omer Erdem/Anadolu Agency via Getty Images

    Nafisa EltahirEl Tayeb Siddigda Reuters

    Cartum

    Enquanto países estrangeiros diminuem suas retiradas do Sudão, a Organização das Nações Unidas informou que pode manter negociações de trégua na Arábia Saudita. No entanto, os combates não cessaram, mesmo com as tratativas para a extensão de um cessar-fogo.

    Ambos os lados concordaram no domingo (30) em estender uma trégua muito violada por 72 horas, mas ataques aéreos e de artilharia ocorreram nesta segunda-feira (1), enquanto a fumaça pairava sobre Cartum e cidades vizinhas. A ONU alertou para um ponto de ruptura humanitária, sem trégua nos combates entre facções militares rivais.

    Centenas de pessoas foram mortas e milhares feridas ao longo de 16 dias de batalhas desde que as disputas entre o exército sudanês e as Forças de Apoio Rápido (RSF, na sigla em inglês), paramilitares, eclodiram em conflito em 15 de abril.

    Parece haver pouca perspectiva de uma solução rápida para a crise, que desencadeou um desastre humanitário, danificou áreas da capital Cartum, arriscou envolver potências regionais e reacendeu um conflito na região de Darfur.

    Os sudaneses que se aventuraram fora de casa disseram que a cidade se transformou.

    “Vimos cadáveres. A área industrial foi toda saqueada. Vimos pessoas carregando TVs nas costas e grandes sacos roubados de fábricas”, disse Mohamed Ezzeldin, que fugiu de Cartum, mas voltou porque o fluxo de deslocados elevou os custos de ir para outro lugar.