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    Poder de Putin não foi abalado por rebelião do Grupo Wagner, diz Kremlin

    Porta-voz russo também afirmou que o motim demonstrou o quanto a sociedade está consolidada em torno do presidente

    Presidente da Rússia, Vladimir Putin
    Presidente da Rússia, Vladimir Putin 26/06/2023Sputnik/Valery Sharifulin/Pool via REUTERS

    Andrew Osbornda Reuters Por Andrew Osborn, da Reuters

    O Kremlin disse nesta terça-feira (27) que não concorda com o que chamou de opinião de “pseudoespecialistas” de que a rebelião abortada por mercenários do Grupo Wagner no fim de semana havia abalado o poder do presidente Vladimir Putin.

    O Kremlin retratou o líder russo, no poder como presidente ou primeiro-ministro desde 1999, como tendo agido criteriosamente para evitar o que chamou de “o pior cenário possível”, dando tempo para as negociações renderem um acordo que encerrasse o motim sem mais derramamento de sangue.

    Alguns pilotos de helicópteros russos foram mortos no sábado após receberem ordens para enfrentar um comboio de mercenários com destino a Moscou, que os abateu. Mas uma nova escalada e um conflito mais amplo foram evitados.

     

     

    O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, disse a repórteres que o motim mostrou como a sociedade russa estava consolidada em torno de Putin quando a situação estava ruim.

    “O nível de consolidação pública…em torno do presidente é muito alto. Esses eventos demonstraram o quanto a sociedade está consolidada em torno do presidente”.

    Questionado sobre se a posição do líder russo foi “abalada” pelos eventos dramáticos, Peskov disse:

    “Nós não concordamos. Há agora muita histeria ultraemocional entre especialistas, pseudoespecialistas, cientistas políticos e pseudopolíticos. Também está se espalhando por algumas novas mídias histéricas, e na Internet e assim por diante. Não tem nada a ver com a realidade.”

    Peskov disse que o Kremlin não tinha informações sobre o paradeiro de Yevgeny Prigozhin, líder do Grupo Wagner, que liderou o breve motim em protesto contra o que considerou uma má condução das operações militares na Ucrânia.

    Sob os termos de um acordo que pôs fim ao motim, Prigozhin teria permissão para se mudar para Belarus, e seus combatentes tiveram a chance de assinar contratos com as forças armadas regulares da Rússia ou de se mudar para Belarus com ele.

    Peskov disse que o acordo que pôs fim ao motim está sendo implementado e que Putin sempre manteve sua palavra.