Premiê espanhol teve celular invadido por software de espionagem Pegasus

Ministra da Defesa da Espanha também teve aparelho afetado por spyware israelense; governo não informou quem estaria por trás de invasão

Primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez
Primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez 21/07/2021REUTERS/Andrew Kelly

Graham KeeleyAndrei KhalipBelen Carrenoda Reuters

em Madri

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Autoridades espanholas detectaram o spyware “Pegasus” nos telefones celulares do primeiro-ministro Pedro Sanchez e da ministra da Defesa Margarita Robles, disse o ministro do governo para a presidência, Felix Bolanos, nesta segunda-feira (2).

Bolanos disse em entrevista coletiva que o telefone de Sanchez foi infectado em maio de 2021 e pelo menos um vazamento de dados ocorreu na época.

Ele não disse quem poderia estar espionando o primeiro-ministro ou se grupos estrangeiros ou espanhóis eram suspeitos de estar por trás disso.

“As intervenções foram ilícitas e externas. Meios externos realizados por órgãos não oficiais e sem autorização do Estado”, disse, acrescentando que as infecções foram comunicadas ao Ministério da Justiça, cabendo ao Tribunal Superior o caso.

O anúncio acontece após o governo passar por intensa pressão para se explicar depois que o grupo de direitos digitais do Canadá Citizen Lab disse que mais de 60 pessoas ligadas ao movimento separatista catalão foram alvos do spyware Pegasus feito pelo NSO Group de Israel.

Após as alegações de espionagem de membros do movimento separatista catalão, o principal aliado do governo minoritário no parlamento, o partido pró-independência ERC, disse que não apoiaria o governo até que Madri tome medidas para restaurar a confiança.

Gabriel Rufian, porta-voz do ERC no parlamento espanhol, publicou no Twitter: “O Estado espiona, espia e espiará”.

O órgão de proteção de dados da União Europeia pediu a proibição do Pegasus por alegações de que ele foi usado para abusos por governos clientes para espionar ativistas de direitos humanos, jornalistas e políticos.

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