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    Quase 100 migrantes morreram ou desapareceram no Mediterrâneo em 2024

    Tunísia se tornou o principal porto de saída de pessoas que tentam chegar à Europa via mar

    Gabrielle Tetrault-Farberda Reuters

    Genebra

    Quase 100 migrantes morreram ou desapareceram no Mediterrâneo central e oriental desde o início de 2024, mais que o dobro do número registrado no ano passado durante o mesmo período, disse a agência de migração da ONU nesta segunda-feira (29).

    O comentário foi feito durante uma Conferência Itália-África em Roma, na qual participaram mais de duas dezenas de líderes africanos e funcionários da União Europeia para discutir os laços econômicos e formas de conter a migração ilegal para a Europa.

    “O último registro de mortes e desaparecimentos é um lembrete claro de que uma abordagem abrangente que inclua caminhos seguros e regulares. É a única solução que beneficiará tanto os migrantes como os Estados”, disse Amy Pope, diretora-geral da Organização Internacional para as Migrações (OIM).

    O Projeto Migrantes Desaparecidos da OIM descobriu que 3.041 migrantes morreram ou desapareceram no Mediterrâneo no ano passado – um aumento significativo em relação ao número de 2.411 registados em 2022.

    No início deste mês, cerca de 40 migrantes tunisianos desapareceram depois de partirem em um barco em direção à costa italiana.

    A Tunísia substituiu a Líbia como principal ponto de partida para as travessias do Mediterrâneo para pessoas que fogem da pobreza e dos conflitos.