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    Reféns israelenses e prisioneiros palestinos soltos são recebidos com comemorações

    Acordo entre Israel e Hamas prevê que mais pessoas sejam libertadas

    Multidão aplaude quando helicópteros transportando crianças israelenses libertadas chegam ao hospital
    Multidão aplaude quando helicópteros transportando crianças israelenses libertadas chegam ao hospital Reuters

    Da CNN

    Uma multidão de israelenses recebeu com alegria as crianças e mulheres que foram soltas pelo Hamas na sexta-feira (24), após 49 dias em cativeiro, enquanto eram transportadas de helicóptero para um hospital.

    Algumas pessoas seguravam bandeiras israelenses e aplaudiram as aeronaves que pousaram no Centro Médico Infantil Schneider, no centro de Israel, transportando alguns dos 13 reféns libertados.

    Os militares de Israel afirmaram que os reféns libertados já haviam passado por exames médicos iniciais dentro do país e seriam reunidos com suas famílias no hospital.

    A libertação deste primeiro grupo de reféns foi realizada no âmbito de um acordo de trégua de quatro dias entre Israel e o Hamas.

    Palestinos são recebidos na Cisjordânia

    Os palestinos libertados das prisões israelenses também foram recebidos com celebrações na noite de sexta-feira (24), ao retornarem às suas cidades e vilarejos natais em Jerusalém e na Cisjordânia.

    Em vídeos obtidos pela CNN, os prisioneiros soltos podem ser vistos desfilando pelas ruas, carregados nos ombros das pessoas, enquanto multidões agitam a bandeira palestina, bem como a do Hamas.

    Trinta e nove pessoas foram libertadas na sexta-feira no âmbito do acordo entre Israel e o Hamas, que também resultou na libertação de 24 reféns do grupo armado.

    O grupo de palestinos libertados incluiu:

    • 22 mulheres (sendo duas meninas);
    • 15 adolescentes de até 18 anos (o mais novo, de 14 anos).

    Alguns palestinos detidos nas prisões de Israel estão cumprindo penas por ataques contra israelenses, enquanto muitos outros estão presos em detenção administrativa, uma prática amplamente criticada que leva as pessoas a serem detidas sem conhecerem as acusações contra elas e sem qualquer processo legal.

    Aseel El-Titi, uma prisioneira de 23 anos libertada na sexta-feira, disse à CNN que só descobriu naquela manhã que estava sendo solta. Mas, segundo relatou, sua alegria foi suprimida pelo conhecimento do que está acontecendo na Faixa de Gaza.

    “A nossa alegria é incompleta. Há mártires por causa da situação em Gaza. O número de mártires em Gaza tornou-se maior do que o número de prisioneiros [nas prisões israelenses]”, disse El-Titi.

    “Apesar disso, o povo palestino está firme e o Hamas está tentando libertar todos os prisioneiros e acabar com a ocupação”, ressaltou.

    Wael Ahmad, um espectador que estava na passagem de Beitunia, na Cisjordânia ocupada, para onde os prisioneiros foram conduzidos após a sua libertação, disse à CNN que também acha difícil comemorar quando tantas pessoas foram mortas em Gaza.

    “Esta celebração está errada. Estou em pedaços”, comentou.

    *publicado por Tiago Tortella, da CNN

    *com informações da CNN e da Reuters