Rússia não deve ser humilhada apesar do erro “histórico” de Putin, diz Macron

Presidente francês tem procurado manter diálogo com o líder russo desde o início da invasão da Ucrânia em fevereiro

Presidente da França, Emmanuel Macron
Presidente da França, Emmanuel Macron Ludovic Marin/Pool via REUTERS

John Irishda Reuters

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O presidente da França, Emmanuel Macron, declarou neste sábado (4) que é vital que a Rússia não seja humilhada para que, quando os combates cessarem na Ucrânia, uma solução diplomática possa ser encontrada, acrescentando que acredita que Paris desempenhará um papel mediador para encerrar o conflito.

Macron tem procurado manter um diálogo com o presidente russo, Vladimir Putin, desde a invasão da Ucrânia por Moscou, em fevereiro. Sua postura tem sido repetidamente criticada por alguns parceiros do Leste e do Báltico na Europa, pois eles a veem como um meio de minar os esforços para pressionar Putin à mesa de negociações.

“Não devemos humilhar a Rússia para que, no dia em que os combates cessem, possamos construir uma rampa de saída por meios diplomáticos”, disse Macron, em entrevista a jornais regionais. “Estou convencido de que é papel da França ser uma potência mediadora”.

“Acho, e disse a ele, que ele está cometendo um erro histórico e fundamental para seu povo, para si mesmo e para a história”, continuou.

A França apoiou a Ucrânia militar e financeiramente, mas até agora Macron não esteve em Kiev para oferecer apoio político simbólico como outros líderes da União Europeia, algo que a Ucrânia queria que ele fizesse. O líder francês alegou que não descartou sua ida.

Paris envia armas ofensivas, incluindo o canhão de obus de César, retirado dos estoques do exército francês. Ele ainda indicou que pediu aos fabricantes de armas que acelerassem a produção.

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