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    Segundo planeta possivelmente habitável e do tamanho da Terra é encontrado orbitando estrela próxima

    O corpo celeste é o quarto planeta a ser detectado orbitando a pequena e fria estrela anã M chamada TOI 700 pela missão do Satélite de Pesquisa de Exoplanetas em Trânsito da Nasa

    A ilustração mostra um exoplaneta do tamanho da Terra chamado TOI 700 e, descoberto orbitando a estrela fria e pequena M dwarf TOI 700, localizada a 100 anos-luz de distância.
    A ilustração mostra um exoplaneta do tamanho da Terra chamado TOI 700 e, descoberto orbitando a estrela fria e pequena M dwarf TOI 700, localizada a 100 anos-luz de distância. NASA/JPL-Caltech/Robert Hurt

    Ashley Stricklandda CNN

    Uma missão da Nasa avistou um exoplaneta do tamanho da Terra orbitando uma pequena estrela a cerca de 100 anos-luz de distância.

    O planeta, chamado TOI 700 e, é provavelmente rochoso e tem 95% do tamanho do nosso mundo. O corpo celeste é o quarto planeta a ser detectado orbitando a pequena e fria estrela anã M chamada TOI 700. Todos os exoplanetas foram encontrados pela missão do Satélite de Pesquisa de Exoplanetas em Trânsito (TESS, na sigla em inglês) da Nasa.

    Outro planeta no sistema, descoberto em 2020 e chamado TOI 700 d, também é do tamanho da Terra. Ambos os exoplanetas ficam na zona habitável de sua estrela, ou apenas à distância certa para que a água líquida possa possivelmente existir em suas superfícies. O potencial para água líquida sugere que os próprios planetas poderiam ser, ou podem ter sido, locais habitáveis para a vida.

    A descoberta do quarto planeta foi anunciada na terça-feira (10) durante a 241ª reunião da Sociedade Americana de Astronomia  na cidade de Seattle, nos Estados Unidos, e um estudo sobre o exoplaneta foi aceito para publicação pela revista “The Astrophysical Journal Letters”.

    Estrelas anãs M pequenas e frias como a TOI 700 são comuns no universo e, nos últimos anos, descobriu-se que muitas hospedam exoplanetas, como o sistema TRAPPIST-1 e seus sete exoplanetas, que o Telescópio Espacial James Webb observará.

    O exoplaneta mais próximo da estrela é o TOI 700 b, que tem 90% do tamanho da Terra e completa uma órbita rápida em torno da estrela a cada 10 dias terrestres. O TOI 700 c, que é 2,5 vezes maior que nosso planeta, termina uma órbita a cada 16 dias. Provavelmente, esses planetas possuem um acoplamento de maré, o que significa que eles sempre mostram o mesmo lado para estrela — muito parecido com a forma como a mesma face da Lua sempre está voltada para a Terra.

    Os dois exoplanetas na zona habitável da estrela, os planetas d e e, têm órbitas mais longas de 37 dias e 28 dias, respectivamente, porque estão um pouco mais distantes da estrela. O recém-anunciado planeta e está localizado entre os planetas c e d.

    A missão TESS, lançada em 2018, monitora grandes porções do céu noturno por 27 dias de cada vez, observando as estrelas mais brilhantes e acompanhando suas mudanças de brilho. Essas variações de luminosidade indicam planetas cujas órbitas se movem na frente de suas estrelas, chamadas trânsitos. A missão começou a observar o céu do sul em 2018 e depois se voltou para o céu do norte. Em 2020, a missão se concentrou novamente no céu do sul para observações adicionais, revelando o quarto planeta no sistema TOI 700.

    “Se a estrela estivesse um pouco mais perto ou o planeta fosse um pouco maior, poderíamos ter detectado o TOI 700 e no primeiro ano da missão TESS”, disse em comunicado o coautor do estudo Ben Hord, doutorando na Universidade de Maryland, em College Park, e pesquisador de pós-graduação no Goddard Space Flight Center da Nasa em Greenbelt, Maryland. “Mas o sinal era tão fraco que precisamos de mais um ano de observações de trânsito para identificá-lo”.

    Enquanto os pesquisadores usam outros observatórios espaciais e terrestres para realizar o acompanhamento do intrigante sistema planetário, mais dados da missão TESS continuam a ser recebidos.

    “O TESS acabou de completar seu segundo ano de observações do céu do norte”, informou Allison Youngblood, astrofísica pesquisadora e cientista adjunta do projeto TESS no Centro de Voos Espaciais Goddard. “Mal podemos esperar pelas outras incríveis descobertas escondidas na coleção de dados da missão”.

    Este conteúdo foi criado originalmente em inglês.

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