Senado republicano reduziria chance de política climática agressiva nos EUA

Propostas ambientais de Biden podem encontrar dificuldades na Câmara, caso o democrata seja eleito

Vista do prédio do Congresso dos Estados Unidos em Washington
Vista do prédio do Congresso dos Estados Unidos em Washington Foto: Graeme Sloan/Sipa USA

Stephanie Kelly,

da Reuters

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Uma tentativa democrata malsucedida de assumir o controle do Senado dos Estados Unidos poderia diminuir a perspectiva de leis agressivas para combater a mudança climática, mesmo se o candidato presidencial democrata, Joe Biden, conquistar a Casa Branca.

Até a manhã desta quarta-feira (4), a disputa entre Biden e o presidente republicano, Donald Trump, estava indefinida, mas os primeiros resultados de corridas secundárias mostravam os republicanos mantendo a maioria no Senado.

“Não vejo nenhuma maneira de uma legislação climática abrangente avançar no Senado. Fora de cogitação durante ao menos mais dois anos, mesmo se Biden espremer uma vitória”, disse Scott Irwin, economista agrícola da Universidade de Illinois.

“Ninguém terá uma autoridade incontestável”, opinou Ed Hirs, professor de Economia da Universidade de Houston.

Biden prometeu zerar as emissões da economia dos EUA até 2050 para enfrentar o aquecimento global se for eleito, um compromisso que exigiria leis abrangentes para ser cumprido.

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Trump, por sua vez, minimiza os riscos da mudança climática e revogou uma série de medidas de proteções climáticas e ambientais para fortalecer os setores norte-americanos de prospecção e mineração– uma abordagem endossada por muitos senadores republicanos.

Ele também retirou os EUA do Acordo de Paris, um pacto internacional para combater a mudança climática, uma decisão que entrou em vigor nesta quarta-feira.

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