Socialista peruano amplia vantagem sobre filha de Fujimori em corrida eleitoral

Pesquisa mostra Pedro Castillo com 41,5% das intenções de voto, contra 21,5% de Keiko Fujimori

O candidato à presidência do Peru, Pedro Castillo
O candidato à presidência do Peru, Pedro Castillo Foto: Sebastian Castañeda/Getty Images

Marco Aquino, da

Reuters

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O candidato peruano de esquerda Pedro Castillo ampliou sua vantagem na corrida para as eleições presidenciais do país e tem quase o dobro das intenções de voto de sua oponente, a conservadora Keiko Fujimori. Os números são de nova pesquisa divulgada neste domingo (25).

Castillo, que se comprometeu a redigir uma nova constituição para dar ao Estado mais controle sobre a economia, aparece com 41,5% de apoio na pesquisa do Instituto de Estudos do Peru (IEP), publicada no jornal La República. 

Fujimori, filha do ex-presidente preso Alberto Fujimori e apoiadora da manutenção do modelo de livre mercado no Peru, tem 21,5%. É a maior distância já registrada entre os dois candidatos. Em todas as pesquisas Castillo aparece com uma vantagem significativa. O segundo turno acontece em 6 de junho. 

A eleição tem sido uma encruzilhada para o Peru, que é o segundo maior produtor de cobre do mundo e viu os mercados se abalarem com o súbito surgimento de Castillo, um professor que conquistou apoio nas regiões mais pobres do país.

Castillo agiu nos últimos dias para acalmar os temores do mercado, dizendo que não nacionalizaria as empresas e rejeitou veementemente as comparações feitas entre ele e outros líderes latino-americanos de extrema esquerda.

A economia do Peru, que cresceu por anos a uma das taxas mais altas da América Latina, afundou 11,12% no ano passado devido ao surto da pandemia do coronavírus. Agora, as infecções estão aumentando novamente e sobrecarregando os serviços de saúde. 

A pesquisa IEP, uma pesquisa por telefone com 1.367 pessoas entre 17 e 21 de abril com uma margem de erro de 2,65%, também mostrou que 21,2% das pessoas disseram que anulariam sua cédula ou votariam “em branco”, enquanto 15,7% permaneceram indecisos.

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