Testamento do príncipe Philip será mantido em segredo por 90 anos

Decisão foi tomada pela Suprema Corte de Londres para proteger a dignidade da Rainha Elizabeth II

Príncipe Philip morreu em 9 de abril deste ano, aos 99 anos
Príncipe Philip morreu em 9 de abril deste ano, aos 99 anos Foto: Reprodução/Twitter @RoyalFamily (18.dez.2020)

Reuters

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O testamento do príncipe Philip, o falecido marido da Rainha Elizabeth II, será selado e permanecerá privado por pelo menos 90 anos para preservar a dignidade do monarca. A decisão foi tomada pela Suprema Corte de Londres.

Philip, o duque de Edimburgo, casado com o monarca de 95 anos por mais de sete décadas, morreu aos 99 anos no castelo de Windsor, em Londres, em 9 de abril.

Seguindo uma convenção de 1910, o juiz Andrew McFarlane, presidente da Divisão da Família da Suprema Corte de Londres, disse que concordou que o documento de Philip deveria ser selado e que “nenhuma cópia do testamento deveria ser feita para registro”

Ele também se pronunciou a favor do pedido “para excluir o valor do espólio da concessão do inventário”.

“O grau de publicidade que a publicação, provavelmente, seria muito extenso e totalmente contrário ao objetivo de manter a dignidade do Soberano”, disse McFarlane em uma decisão publicada nesta quinta-feira.

Pela convenção, após a morte de um alto membro da realeza, um pedido para selar o testamento é feito ao presidente da Divisão da Família, com tais audiências e julgamentos mantidos em sigilo.

O juiz disse que o testamento deve ser aberto em particular antes da possível publicação. O sigilo de 90 anos foi classificado por ele como um período “proporcional e suficiente”.

Rainha Elizabeth II no funeral do Príncipe Philip
A Rainha Elizabeth II observa enquanto o caixão do Príncipe Philip, Duque de Edimburgo, é levado à Capela de St. George no Castelo de Windsor, em 17 de abril de 2021 / Foto: Yui Mok

O primeiro testamento real que foi selado foi o do príncipe Francis de Teck, que era o irmão mais novo da esposa de George V, a Rainha Mary.

McFarlane diz ser o guardião de um cofre contendo mais de 30 envelopes com os testamentos de membros da realeza mortos.

As adições mais recentes foram feitas em 2002, após a morte da mãe da Rainha Elizabeth, Elizabeth, e de sua irmã, a princesa Margaret, disse ele.

(Este texto é uma tradução. Para ler o original, em inglês, clique aqui)

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