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    Voo AF447: Justiça francesa absolve Airbus e Air France por acidente de voo Rio-Paris em 2009

    Juiz do tribunal criminal de Paris listou vários atos de negligência de ambas as empresas, mas disse que eles ficaram aquém da certeza necessária para estabelecer responsabilidade firme pelo pior desastre aéreo da história da França

    A cauda recuperada da aeronave Air France A330 perdida em pleno vôo sobre o oceano Atlântico em 1º de junho de 2009.
    A cauda recuperada da aeronave Air France A330 perdida em pleno vôo sobre o oceano Atlântico em 1º de junho de 2009. EVARISTO SA/AFP via Getty Images

    Tim HepherJuliette Jabkhiroda Reuters

    em Paris

    Um tribunal francês inocentou, nesta segunda-feira (17), a fabricante de aviões europeia Airbus e a companhia aérea Air France de “homicídio involuntário” – quase 14 anos depois que um avião caiu no Atlântico durante a rota do Rio de Janeiro para Paris, matando todos a bordo.

    A decisão acontece em um julgamento público histórico sobre o desaparecimento do voo AF447 em uma tempestade em 1º de junho de 2009, com as famílias das 228 vítimas exigindo justiça, mas os promotores de Paris reconhecendo que a culpa formal não pôde ser provada.

    O veredicto ocorre no primeiro julgamento da França por homicídio involuntário corporativo, para o qual a multa máxima é de 225 mil euros.

    Após uma busca de dois anos pelas caixas-pretas do A330 usando submarinos remotos, os investigadores descobriram que os pilotos responderam desajeitadamente a um problema envolvendo sensores de velocidade congelados e caíram em queda livre sem responder aos alertas de estol.

    O julgamento também destacou discussões anteriores entre a Air France e a Airbus sobre problemas crescentes com “tubos de pitot” externos que geram as leituras de velocidade.

    Ambas as empresas se declararam inocentes.

    Anunciando a decisão, o juiz do tribunal criminal de Paris listou vários atos de negligência de ambas as empresas, mas disse que eles ficaram aquém da certeza necessária para estabelecer responsabilidade firme pelo pior desastre aéreo da história da França.

    “Um provável nexo causal não é suficiente para caracterizar um delito”, disse o juiz ao tribunal lotado.