STF nega transferência de megatraficante da máfia calabresa no Brasil


Gabriela Coelho Da CNN Brasil, em Brasília
07 de março de 2020 às 15:51 | Atualizado 07 de março de 2020 às 16:48
Passaporte falso usado pelo traficante italiano Nicola Assisi

Passaporte falso usado pelo traficante italiano Nicola Assisi

Foto: Reprodução/OCCRP

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou novamente ao italiano Nicola Assisi pedido de transferência para estabelecimento prisional em razão do seu estado de saúde. Em fevereiro, o ministro já havia negado o pedido do italiano. A decisão é da sexta-feira (6/3).

Assisi foi preso em junho do ano passado com o filho Patrick, em Praia Grande, no litoral de São Paulo, em uma operação conjunta da Polícia Federal com um núcleo de investigação de Turim. Na Itália, ele lembrado por uma sequência de crimes associados à máfia da Calábria, por conseguir escapar da Justiça nos últimos 20 anos e também por ter feito várias cirurgias plásticas para não ser reconhecido.

No pedido, a defesa alegava que ele sofre de diversas patologias e já sofreu dois infartos. O governo italiano pretende que ele cumpra pena residual de 13 anos, 3 meses e 12 dias de reclusão por traficar cocaína da América do Sul para a Itália entre 1995 e 1997. A pena foi imposta pelo Tribunal de Apelação de Turim em decisão da qual não cabe mais recurso.

Ao analisar a solicitação, o ministro Gilmar Mendes entendeu que os argumentos apresentados pela defesa do italiano não procedem. “Segundo as informações prestadas pelo diretor do Presídio Federal de Brasília, Assisi apresenta bom estado de saúde e tem recebido todos os atendimentos médicos necessários”, disse Gilmar.

Atualmente na Penitenciária Federal de Brasília, Assisi foi preso para ser extraditado diante de solicitação apresentada pelo governo da Itália em razão de sua condenação por crimes de tráfico internacional de drogas.