Polícia vê indícios de tráfico de animais no caso de estudante picado por naja

Universitário segue internado em hospital particular no DF

Vianey Bentes, Teo Cury e Bruno Feitosa, da CNN em Brasília
10 de julho de 2020 às 18:32
Cobra naja que picou estudante no Distrito Federal foi encontrada pela polícia
Foto: Divulgação - Batalhão de Polícia Militar Ambiental do DF

Quatro amigos do estudante universitário, Pedro Henrique Santos Krambeck Lehmkul, foram ouvidos nesta sexta feira (10), na Delegacia de Polícia Civil do Gama, cidade a 34 quilômetros de Brasília, que está cuidando do caso das serpentes exóticas.

O estudante segue internado em um hospital particular no Gama, para onde foi levado às pressas após ter sido picado por uma cobra naja.

Segundo o delegado William Ricardo Bispo, responsável pelas investigações, não está descartada a hipótese de tráfico de animais. Agora, o objetivo é saber a origem do grupo.

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De acordo com o Batalhão da Polícia Militar Ambiental do DF, o estudante pode responder por crime ambiental. Se for comprovado que o animal é proveniente de tráfico, ele ainda pode responder pelo crime de tráfico de animais silvestres, que tem pena de detenção de seis meses a um ano, além de multa.

O pai do universitário, Eduardo Lehmkul, falou com exclusividade a CNN, e relatou que o filho está melhorando e já consegue falar. Entretanto, ele relata que o momento ainda é crítico, devido a troca de medicação.

Lehmkul ressaltou que não houve danos aos órgãos do estudante, graças ao rápido atendimento dos médicos. Ele ainda agradeceu aos médicos e a todos que torceram pela melhora de seu filho.