Após 23 dias, cidade de SP volta a registrar menos de 300 enterros

O pico de enterros aconteceu, no dia 30 de março, com 426 serviços funerários realizados e 447 mortes contabilizadas

Enterro no cemitério da Vila Formosa, em São Paulo, durante pandemia da Covid-19
Enterro no cemitério da Vila Formosa, em São Paulo, durante pandemia da Covid-19 Foto: Ettore Chiereguini/Agif - Agência de Fotografia/Estadão Conteúdo (26.mar.2021)

Por José Brito, da CNN, em São Paulo

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Ao contabilizar 298 sepultamentos, após 377 mortes, na última quarta-feira (7), a cidade de São Paulo voltou a registrar menos de 300 enterros, o que não acontecia, desde o dia 15 de março, quando foram realizados 299 sepultamentos. Os dados mais recentes do Boletim Informativo do Serviço Funerário Municipal incluem cremações e os números totais de cemitérios públicos e particulares da capital paulista.

O pico de enterros aconteceu, no dia 30 de março, com 426 serviços funerários realizados e 447 mortes contabilizadas. Nos últimos sete dias, foram feitos 2.226 sepultamentos e 2.999 mortes registradas na cidade de São Paulo.

Desde o dia 25 de março, os principais cemitérios administrados pela gestão municipal, o Vila Formosa, o São Luiz, o Vila Nova Cachoeirinha e o São Pedro trabalham com horário de atendimento estendido, até às 22 horas. Para dar conta da demanda, a Prefeitura contratou mais 50 agentes funerários tiveram que ser contratados, além de duas torres de energia para auxiliar nos enterros noturnos.

Em fevereiro, os agentes sepultadores, veloristas, cremadores e condutores de veículos funerários foram incluídos no programa de vacinação contra a Covid-19. Desde o dia 29 de março, a Secretaria Municipal da Saúde diz que está vacinando todo o quadro de funcionários que atua nos cemitérios municipais e privados da cidade.

Compra de caixões

Considerando 25 mil enterros, apenas no mês de abril, no estado de São Paulo, um contrato de aditamento foi solicitado, na última terça-feira (6), pela Superintendência do Serviço Funerário do Município à empresa Faurtil. O contrato no valor total de R$ 1,2 milhão com a empresa do município de Tietê, no interior paulista, é para a compra mensal de 750 urnas funerárias para serem entregues até setembro. Foram solicitadas mais 28 caixões apenas para o mês de abril.

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