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    Bahia lidera ranking de letalidade policial contra pessoas negras

    Letalidade policial aumentou 300% em 8 anos no estado

    Policial militar de Salvador: letalidade policial aumentou 300% em 8 anos no estado
    Policial militar de Salvador: letalidade policial aumentou 300% em 8 anos no estado Divulgação/Polícia Militar

    Renato Pereirada CNN

    São Paulo

    Segundo o boletim “Pele alvo: a bala não erra o negro”, elaborado pela Rede de Observatórios e divulgado nesta quinta-feira (16), em 2022, a cada 24 horas quatro pessoas negras foram mortas pela polícia baiana, o que torna o estado líder no ranking de letalidade policial contra pessoas negras.

    Do total de mortos por agentes policiais no último ano, os negros foram 94,76%, ao todo 1.465 pessoas.

    Salvador registrou a morte de 438 pessoas, sendo 394 negras (29,90% do total). Na sequência, entre as cidades com mais mortes do estado, estão Feira de Santana, com 79 óbitos, e Camaçari, com 37.

    Segundo dados da PNAD Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) do mesmo ano, a população negra na Bahia representa 80,80%.

    A maioria (74,21%) tinha entre 18 e 29 anos quando foi morta. Crianças e adolescentes com idade entre 12 e 17 anos foram 91 das vítimas (7,38%).

    O relatório aponta ainda que, entre 2015 e 2022, durante a gestão do então governador e atual ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT), houve aumento de 300% na letalidade policial.

    Em 2015, a Bahia registrou 354 mortes cometidas pelas forças de segurança. Esta é a primeira vez que a Bahia registrou mais mortes cometidas por policiais do que o Rio de Janeiro.