Prime Time

seg - sex

Apresentação

Ao vivo

A seguir

    Conselho questiona ação da PM que resultou em morte de menino de 13 anos no RJ

    Reunião aprovou elaboração de um documento com recomendações para evitar as ocorrências de letalidade policial

    Taísa MedeirosLeonardo Ribbeiroda CNN

    Brasília

    O Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda) aprovou, nesta terça-feira (8), uma série de medidas em resposta à ação da Polícia Militar (PM) que resultou na morte de um adolescente de 13 anos, no domingo (6), na zona oeste do Rio de Janeiro.

    A decisão ocorreu em reunião extraordinária convocada especificamente para tratar do assunto.

    Entre as medidas acertadas, está a publicação de uma nota de repúdio e a elaboração de um documento com recomendações para evitar as ocorrências de letalidade policial.

    Veja também: Polícia deveria prender, não eliminar, diz especialista sobre operações em SP e BA

    A CNN apurou junto a conselheiros do Conanda que o texto do primeiro documento terá tom de “profunda indignação e repúdio a toda e qualquer ação que violar os direitos humanos das crianças e adolescentes no território brasileiro”.

    A nota também pedirá justiça a partir de uma apuração célere para responsabilização dos culpados por esse tipo de crime recorrente em nossa sociedade.

    Na reunião, os conselheiros cobraram ainda explicações do governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, sobre quais medidas vem sendo tomadas para que essa forma de violência não volte a ocorrer.

    Números do Fórum Brasileiro de Segurança Pública mostram que 6,4 mil pessoas foram mortas em intervenções policiais em 2022.

    De acordo com o levantamento, entre as vítimas, 7,5% possuíam de 12 a 17 anos, e 45,4% possuíam de 18 a 24 anos.

    Além da letalidade policial, o número de mortes violentas intencionais no Brasil é ainda maior.

    Em 2022, também segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, o Brasil registrou mais de 47 mil mortes violentas intencionais, sendo que 76,5% das vítimas eram negras.