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    COP-30: Como estão as obras para a conferência do Clima em Belém?

    Intervenções urbanas seguem ritmo do cronograma; Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas ocorrerá em novembro de 2025

    COP-30: Como estão as obras para a conferência do Clima em Belém?
    COP-30: Como estão as obras para a conferência do Clima em Belém? Matheus Meirelles/CNN

    Matheus Meirellesda CNN

    Belém

    A cidade de Belém, capital do Pará, se prepara para receber cerca de 100 delegadores durante a Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas, a COP-30, entre os dia 10 e 21 de novembro de 2025.

    Menos de 20 meses para o evento, apenas algumas estruturas que serão adaptadas para a realização de reuniões já estão prontas. Outros espaços, que deverão fazer parte da COP, estão no início dos trabalhos.

    De acordo com o governo do Pará, somando os investimentos do Governo Federal, mais de R$ 3 bilhões de reais estão sendo direcionados para obras estruturantes.

    Confirma a situação de cada estrutura:

    Hangar – Centro de Convenções da Amazônia

    COP-30: Hangar / Matheus Meirelles/CNN

    O local deve receber a maior parte das reuniões que serão realizadas durante a COP-30. O espaço tem 24.000m2 de área construída e conta com pavilhões, salas multiuso, auditório e um deck. Em 2023, recebeu como evento teste Haverá uma interligação com o Parque da Cidade.

    Parque da Cidade

    COP-30: Parque da Cidade / Matheus Meirelles/CNN

    Demanda antiga da cidade de Belém, o Parque da Cidade tem 30% das obras concluídas. Construído onde era o antigo aeroclube da capital paraense, o espaço contará com estruturas específicas para a COP-30, fazendo integração com o Hangar. A administração estadual alega que até a Conferência da ONU, apenas 60% do espaço parque estará disponível para o público. Os outros 40% só serão entregues após o evento, com previsão de término em 2027.

    Porto Futuro II

    COP-30: Porto Futuro II / Matheus Meirelles/CNN

    Continuidade de uma obra que já é usada pela população. O local é a extensão do Porto Futuro I, parque a céu aberto com espaços de lazer, e da Estação das Docas, área turística, gastronômica e cultural montada nos armazéns de um antigo porto, que remonta à Belle Epoque brasileira, com o avanço do ciclo da borracha no Pará. O novo espaço contará com 7 pavilhões, sendo 2 deles transformados em hotéis. Um terceiro funcionará como espação hidroviária, para o recebimento de navios e cruzeiros de grande porte.

    Calado do rio Guamá

    Com a expectativa de receber cruzeiros durante a COP-30, o porto do rio Guamá terá que passar por uma obra de dragagem para aumentar em cerca de 4 metros o calado, para evitar acidentes ou embarcações encalhadas. A obra está prevista no Novo PAC, com investimentos de R$200 milhões do governo federal por meio do Ministério dos Portos e Aeroportos. A intervenção ainda não começou.

    Nova Doca e Nova Tamandaré

    Avenidas que ligam pontos turísticos e áreas que serão usadas durante a COP-30, as avenidas Doca e Tamandaré passarão por modificações. A ideia é revitalizar as vias, com coleta de esgoto que atualmente é jogado nos rios que passam pelas avenidas, além da construção do parque Linear, com a criação de espaços de uso coletivo, como academias ao ar livre e ciclovias. O início das obras será autorizado nesta terça-feira (26).

    Hospedagem

    Além dos 2 hotéis que serão construídos no Porto Futuro II, um prédio antigo da Receita Federal, que sofreu um incêndio em 2012, deve ser revitalizado e transformado em hotel. O local segue fechado, mas, segundo o governo paraense, já há movimentações para a transformação do espaço em leitos que devem ficar prontos antes da COP-30.

    O governo paraense também abriu negociações com Airbnb para ampliar de 700 para 1400 o número de imóveis disponíveis na plataforma. Mas, o foco principal em estudo é o uso de navios cruzeiros como acomodações para o público. Considerando a região metropolitana, são cerca de 18 mil leitos disponíveis. Com 3 novos hotéis e uso de embarcações, a capacidade cresceria em 11 mil leitos. A expectativa da cidade é receber de uma só vez cerca de 50 mil pessoas.

    Além da COP-30

    Além das obras que fazem parte do polígono da COP-30, há outros projetos que devem ser realizados com a intenção de melhorar a capital paraense para receber os turistas. É o caso do novo terminal hidroviário, que deve ampliar o fluxo de viagens tendo como origem e destino a cidade de Belém. São esperadas também obras de macrodrenagem em mais de 15 mil canais da região metropolitana e a colocação de asfalto em cerca de 600 ruas da capital.

    Em obras desde 2019, o BRT Metropolitano de Belém deve ficar pronto até o final de 2024. A construção do corredor e das estações sofreu atraso devido à pandemia de Covid-19 e à revitalização das áreas por onde o percurso passa, com troca de tubulações, asfalto e passarelas. A expectativa é que a obra desafogue parte do trânsito da BR-316, via de entrada e saída de Belém.