Dados de desmatamento não refletem a atuação do governo, diz ministério

Segundo o Inpe, o desmatamento da Amazônia atingiu a marca de 13.235 quilômetros quadrados entre 1 de agosto de 2020 a 31 julho de 2021

Evandro Furoni, da CNN, em São Paulo
Compartilhar matéria

O Ministério do Meio Ambiente afirmou, em nota publicada nesta sexta-feira (19), que o desmatamento registrado na Amazônia entre agosto de 2020 e julho de 2021 não reflete as ações de preservação recentes do governo federal.

A nota, assinada pelo ministro Joaquim Leite, afirma que houve uma reversão do desmatamento acumulado nos períodos de julho a outubro deste ano, com um total de 4.277,32 km². No mesmo período de 2020, o acumulado foi de 4.811,13 km², o que representa uma queda de 11%, segundo a pasta.

Segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o desmatamento da Amazônia atingiu a marca de 13.235 quilômetros quadrados entre 1 de agosto de 2020 a 31 julho de 2021, alta de 21,97% na comparação com o ano passado.

Os dados apurados pelo Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite (Prodes) foram divulgados em um documento no site do governo federal na quinta-feira (18). No mesmo dia, Leite concedeu uma entrevista para defender as ações do governo.

A nota divulgada pelo ministério afirma que a entrada de 700 membros da Força Nacional em 23 municípios prioritários da Amazônia, além de atuação integrada com os ministérios do Meio Ambiente, Justiça e Segurança Pública e demais órgãos do governo federal inibiu o desmatamento ilegal nessas regiões.

Também foi destacada a operação "Guardiões do Bioma". Segundo o governo, foram usados ais de 8,5 mil homens para o combate às queimadas nos biomas Cerrado, Pantanal e Amazônia e enfrentou mais de 16 mil incêndios florestais.

O governo também divulgou um comparativo entre o desmatamento de 2020 e o de 2021, veja a tabela abaixo: