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    Defesa Civil: névoa e mata fechada foram os principais desafios para achar helicóptero

    As equipes chegaram a montar kits de primeiros socorros, mas não foram encontrados sobreviventes

    Carolina FigueiredoDuda CambraiaIsabelle Salemeda CNN

    Em entrevista à CNN, na manhã desta sexta-feira (12), o capitão da Defesa Civil de São Paulo, Roberto Farina, relatou as dificuldades para acessar o helicóptero encontrado hoje em Paraibuna, Vale do Paraíba. Segundo ele, o mau tempo foi um dos fatores que dificultou as buscas.

    “A nebulosidade, condição meteorológica da região prejudicou bastante. Um dos maiores fatores, junto com a questão da mata fechada”, explicou o capitão.

    Nesta sexta-feira (12), a previsão é de muita chuva, de acordo com o Climatempo, por causa da atuação de uma baixa pressão que passa próxima ao litoral e traz umidade para o estado. Todas as regiões estão em alerta pela combinação dessa baixa pressão com o calor.

    A vegetação no local também atrapalhou o trabalho de resgate. “Temos uma região de eucaliptos plantada, bem grande. Isso acaba dificultando devido a altura dessas árvores, que prejudicou bastante as buscas”, revelou Farina, apesar da expertise da equipe.

    “Temos nessa região o 11º Grupamento de Bombeiros, que é extremamente especializado em buscas e salvamentos nessa região, porque várias pessoas acabam, às vezes, fazendo alguma trilha, tentando adentrar a mata, e acabam se perdendo. Então, esse é um grupamento especializado que está reunido com o Comando de Aviação, com a Força Aérea Brasileira”, disse.

    Ainda segundo a Defesa Civil, levando em conta a questão da geografia do local, as equipes montaram kits de primeiros socorros. Os homens desceram de rapel dos helicópteros para tentar resgatar sobreviventes. No entanto, depois de 12 dias de buscas, nenhum dos ocupantes da aeronave, que desapareceu no último dia 31, resistiu.

    O helicóptero Robinson R44 havia decolado do aeroporto Campo de Marte, na capital paulista e seguiria para Ilhabela, no litoral norte do estado. Por causa do mau tempo, a aeronave chegou a fazer um pouso de emergência em uma área de mata, mas decolou novamente e caiu.

    Além do piloto Cassiano Tete Teodoro, de 44 anos, estavam a bordo o empresário Raphael Torres, de 41, a comerciante Luciana Rodzewics, de 46, e a filha dela, Letícia, de 20.

    Veja fotos: Helicóptero desaparecido é localizado em Paraibuna