Em depoimento, Flordelis diz não se lembrar de acontecimentos por estar ‘sedada’

CNN obteve com exclusividade o depoimento prestado pela deputada na investigação da morte do pastor Anderson do Carmo

da CNN, no Rio de Janeiro

Ouvir notícia

Em depoimento à polícia, a deputada Flordelis diz não se lembrar muito bem os acontecimentos após a morte do marido, o pastor Anderson do Carmo.

Ela alega que estava “sedada”, mas contou em detalhes conversas que teve com os filhos e transações da igreja que administra, o Ministério Flordelis – Cidade do Fogo. 

A CNN obteve com exclusividade um trecho em vídeo do testemunho da deputada (assista acima).

Leia também:

Pela 2ª vez, Câmara não consegue notificar Flordelis sobre processo de cassação

Flordelis: entenda o caso da deputada acusada de mandar matar o marido

“Eu lembro muito pouco alguns detalhes porque eu fui sedada. Me deram mais remédios porque eu estava muito nervosa com o que tinha acontecido, estava muito agitada, me deram muitos remédios. E daí para frente, velório, sepultamento. Muita coisa desse período não lembro, não me recordo, porque foi um choque para mim”, diz.

Em outro trecho da oitiva, a pastora passa um histórico financeiro do Ministério Flordelis, dizendo que a entrada de dinheiro entre 2017 e 2018 foi de mais de R$ 2,7 milhões, e entre 2018 e 2019, de mais de R$2,4 milhões, assinada por Mizael. 

Flordelis foi ouvida no dia 21 de maio. O inquérito da Delegacia de Homicídios de Niterói e região apontou 33 observações ou contradições na fala dela

Para o delegado Allan Duarte, responsável pela investigação, a acusada prestou “falso testemunho” e apresenta “indisposição de colaborar com a justiça” no inquérito que investiga o assassinato de Anderson do Carmo.

Flordelis é ré no caso, acusada de ser a mandante do crime. Ela não foi presa por ter imunidade parlamentar. 

Nesta semana, a mesa diretora da Câmara dos Deputados decidiu pela reabertura do Conselho de Ética da Casa para analisar o caso. 

(Edição do texto: Paulo Toledo Piza).

Mais Recentes da CNN