Prime Time

seg - sex

Apresentação

Ao vivo

A seguir

    Empresa investigada por fraude no DF tem contrato com o governo do Rio

    Contrato do Rio com a Medlevensohn é um dos que é analisado pelo MP do estado

    Operação Falso Negativo, no Rio de Janeiro, deflagrada nesta quinta (2)
    Operação Falso Negativo, no Rio de Janeiro, deflagrada nesta quinta (2) Foto: CNN (2.jul.2020)

    Leandro Resende, da CNN no Rio

    Uma das empresas alvo da Operação Falso Negativo”, deflagrada pelo Ministério Público do Distrito Federal, possui um contrato de R$ 14,1 milhões com o governo do Rio de Janeiro para fornecimento de testes rápidos de detecção do coronavírus. 

    O contrato do Rio com a Medlevensohn é um dos que é analisado pelo Grupo de Grupo de Atuação Especializada no Combate à Corrupção do Ministério Público do Rio. Documentos a que a CNN teve acesso revelam que sucessão de problemas que estão na mira de investigadores no Rio.

    Na manhã de hoje, endereços ligados aos diretores da Medlevensohn e sedes da empresa foram alvo de busca e apreensão em diversos estados. Ao todo, a Operação “Falso Negativo”mira pelo menos 18 empresas suspeitas de participarem de fraudes e de venda de testes sem qualidade para detecção do coronavírus. 

    Leia também:
    MP apura corrupção na compra de testes de baixa qualidade para a Covid-19
    ‘Tem que provar’, afirma Ibaneis sobre suspeita de má qualidade de testes

    Em despacho do dia 05 de junho, a Secretaria de Saúde afirmou que “desconhece” os detalhes do contrato assinado em abril deste ano. No dia 1º deste mês, a Procuradoria Geral do Estado apontou nove irregularidades na aquisição. 

    O processo para compra dos testes foi aberto no dia  27 de março e leva a assinatura do ex-subsecretário-executivo de Saúde, Gabriell Neves.  Menos de uma semana depois, a  pasta autorizou a compra.  

    Neves foi preso no dia 7 de maio por envolvimento na compra fraudulenta de respiradores pelo estado do Rio. Seu depoimento em uma investigação que apura irregularidades na gestão dos hospitais de campanha foi remetido ao Superior Tribunal de Justiça, que conduz uma investigação sobre suposta participação do governador Wilson Witzel e da primeira-dama Helena Witzel no esquema de corrupção. 

    Ainda em abril, documento da Subsecretaria Executiva de Saúde revelou que a empresa Medlevensohn foi a escolhida pelo governo do Rio para fornecer 150mil testes de detecção do novo coronavírus – sem licitação – e recebeu pagamentos do contrato sem ter entregue o material contratado pelo Estado.

    Entre outros erros, a própria Secretaria de Saúde afirma que não houve “ampla pesquisa de preços no mercado”, que o contrato não teve “regular publicação”, com direito a “omissão de assinatura” por parte do Estado.

    A Medlevensohn enviou documentos à CNN que comprovam que o contrato já foi cumprido, e que os 150 mil testes foram entregues em três remessas à Secretaria de Saúde do Rio. A pasta informou que “todos os contratos firmados pelo ex-subsecretário estão sendo revisados”. 

    Procurada sobre a operação de hoje, a empresa reiterou seu “inalienável compromisso com a ética, bem como reafirma o seu respeito às normas de compliance que sempre pautaram suas ações empresariais.”