Estabelecimento do RJ é interditado suspeito de vender carne de pombo

Local não tinha autorização dos órgãos fiscalizatórios para funcionar

Policiais encontraram uma grande quantidade de aves, entre as quais pombos, galinhas, patos e codornas
Policiais encontraram uma grande quantidade de aves, entre as quais pombos, galinhas, patos e codornas Foto: Divulgação/Polícia Civil

Pedro Teodoro

Da CNN, em São Paulo

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A Polícia Civil do Rio de Janeiro interditou um estabelecimento suspeito de vender carne de pombo como se fosse galeto. Responsáveis pela operação, os agentes da Delegacia do Consumidor (Decon) também prenderam em flagrante o dono do comércio, que funcionava em São Gonçalo, região Metropolitana do Rio de Janeiro.

Os policiais encontraram uma grande quantidade de aves, entre as quais pombos, galinhas, patos e codornas. Segundo o Decon, os alimentos eram armazenados sem respeitar protocolos de higiene. O estabelecimento não tinha autorização dos órgãos fiscalizatórios para funcionar. De acordo com o delegado André Neves, os policiais foram ao local após receberem denúncias de que lá eram comercializados pombos para consumo.

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Neves informou que foram encontrados pombos sendo criados junto com outras aves sem nenhum cuidado com a higiene. O dono do estabelecimento, segundo o delegado, nego as acusações e alegou que os pombos eram vendidos somente para “rituais espirituais”. 

“Denúncias como essas são, de certa forma, recorrentes. Dessa vez, constatamos que todos os animais estavam engaiolados sem distinção nenhuma. Perto deles havia um abatedouro, o que dá a crer que os pombos eram, de fato, uma carne vendida. Mas só poderemos ter certeza disso após uma perícia com a carne coletada. Normalmente o resultado sai em 30 dias”, explicou.

Os agentes encontraram um depósito de aves abatidas, onde as carnes estavam sendo vendidas com as espécies misturadas, sem qualquer tipo de identificação e podendo ser comercializada. O material foi encaminhado à perícia para atestar os animais que eram vendidos para o consumidor. 

*Sob supervisão de Evelyne Lorenzetti

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