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    Filho do ex-governador do RJ Sérgio Cabral se apresenta à PF e é preso

    José Eduardo Neves Cabral é investigado em operação sobre comércio ilegal de cigarros

    Pauline Almeidada CNN

    no Rio de Janeiro

    Filho do ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral, José Eduardo Neves Cabral se apresentou à Polícia Federal nesta quinta-feira (24) e foi preso.

    José Eduardo Neves Cabral era procurado desde a quarta-feira (23), como um dos principais alvos da operação Smoke Free, deflagrada pela Polícia Federal e Ministério Público Federal, com o objetivo de investigar o comércio ilegal de cigarros.

    O advogado do preso, Rafael Kullmann, informou que deve se manifestar em breve.

    Cerca de 300 policiais federais trabalharam para o cumprimento de 27 mandados de prisão e 50 de busca e apreensão.

    Com a apresentação do filho do ex-governador, até o momento, o saldo da operação é de 13 presos, cerca de R$ 400 mil em dinheiro apreendidos, além de milhares de cigarros clandestinos, veículos de luxo, joias, mídias, celulares, computadores e documentos.

    A Polícia Federal informou que as buscas seguem para localizar os outros alvos.

    Como a organização criminosa funciona, segundo as investigações?

    A operação batizada de Smoke Free identificou que, entre 2019 e 2022, o grupo criminoso teria transportado e comercializado cigarros vindos do crime em territórios dominados por facções e milícias. A quadrilha também teria efetuado a lavagem de dinheiro dos negócios, mandando altas quantias para o exterior.

    A parte financeira seria dominada por um bando já investigado e devedor conhecido da União, com débito de R$ 2 bilhões com a União, segundo a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional.

    Já para garantir a segurança do grupo, havia uma célula paralela coordenada por um agente da PF, com o apoio de policiais militares e bombeiros.

    Os investigados podem responder por sonegação fiscal, duplicata simulada, receptação qualificada, corrupção ativa e passiva, lavagem de capital e evasão de divisas. Se condenados, podem enfrentar uma pena mínima de 66 (sessenta e seis) anos de prisão.

    A defesa de José Eduardo Neves Cabral comunica que ele se apresentou espontaneamente às autoridades na tarde de hoje, seguro de sua inocência será provada no decorrer do processo. Rafael Kullmann, sócio do escritório Teixeira e Kullmann advogados.