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    Governo de SC faz alerta sobre risco à saúde por contato com microalga marinha tóxica em Florianópolis

    Instituto do Meio Ambiente (IMA) emitiu uma nota técnica ao detectar espécie após a morte de mais de 100 peixes

    Peixes afetados por microalga marinha tóxica em Santa Catarina
    Peixes afetados por microalga marinha tóxica em Santa Catarina Divulgação/IMA

    Catarina Nestlehnerda CNN*

    São Paulo

    O Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina (IMA) emitiu uma nota técnica conjunta, na última sexta-feira (8), para alertar a população sobre o contato primário e o consumo de pescados, em Florianópolis e São José, após a morte de mais de 100 peixes pela presença de espécie tóxica de microalga.

    Segundo os institutos de pesquisa, os resultados das análises realizadas apontam a proliferação massiva e de grandes proporções de uma microalga marinha do gênero “Karenia”, espécie reconhecidamente responsável pela mortandade de peixes em várias partes do mundo.

    De acordo com o IMA, em geral, a maior parte das florações são inofensivas, mas algumas espécies, como a “Karenia spp.”, podem causar efeitos negativos para a fauna e para o ser humano.

    As toxinas produzidas pelo microrganismo não fazem parte do monitoramento de rotina que é feito nas ostras e mexilhões produzidos em todo litoral de Santa Catarina.

    Por isso, o governo, considerando os riscos para a saúde pública relacionados ao consumo de pescados oriundos do litoral do município de São José, entre Ponta de Baixo e Serraria e os bairros litorâneos continentais do município de Florianópolis, entre o Abraão e o Jardim Atlântico, recomendou:

    • Evitar banho ou contato direto com as manchas no mar;
    • Evitar o consumo de pescados desta região, incluindo peixes, moluscos bivalves (ostras, mexilhões, vieiras, berbigões) e crustáceos (camarões, siris), até que este evento de floração esteja encerrado.

    Em nota, a administração pública aconselhou também procurar atendimento em unidade de saúde mais próxima e realizar a notificação na Vigilância Epidemiológica ou na Vigilância Sanitária municipal caso apresente algum sintoma após o consumo de pescados da região.

    Os órgãos afirmaram também ter notificado as instituições públicas responsáveis pela fiscalização sanitária do comércio, inspeção de produtos de origem animal, pesquisa e extensão e diagnóstico para que tomem as providências pertinentes às áreas de atuação de cada uma delas.

    *Sob supervisão de Douglas Porto