Greve paralisa parcialmente ônibus em São Paulo; rodízio é suspenso

Decisão da Justiça do Trabalho garante 80% da frota em horários de pico e 60% em demais horários; CPTM e Metrô aumentam circulação de trens

André RosaCarolina FigueiredoLéo Lopesda CNN

em São Paulo

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A cidade de São Paulo amanheceu nesta terça-feira (14) com as linhas de ônibus parcialmente paralisadas, por conta de uma greve de motoristas e cobradores, decidida na noite desta segunda (13).

Uma decisão liminar da Justiça do Trabalho, do dia 31 de maio, garantiu à Prefeitura de São Paulo que 80% da frota opere nos horários de pico, que vão das 6h às 9h e das 16h às 19h, e 60% nos demais horários, sob pena de multa diária de R$ 50 mil.

“A liminar segue válida e a SPTrans espera que ela seja cumprida. A gestora irá monitorar a frota desde o início da operação”, informou a Prefeitura à CNN, em nota.

Por conta da greve a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) de São Paulo suspendeu o rodízio de veículos, permitindo a circulação de placas com final 3 e 4, nesta terça (14).

Na noite desta segunda (13), o Sindicato dos Motoristas e Trabalhadores em Transporte Rodoviário Urbano de São Paulo (Sindmotoristas) anunciou que “mesmo após insistentes tentativas de negociação, os rumos da Campanha Salarial dos condutores de São Paulo acabaram no Tribunal Regional do Trabalho (TRT), resultando na paralisação da categoria a partir das 0h desta terça-feira (14)”.

O Sindicato reivindica um reajuste salarial de 12,47%, referente ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC).

“A princípio o setor patronal insistiu em oferecer apenas 10% de reajuste e ainda de modo parcelado. Agora, ofereceram os 12,47%, mas apenas a partir de outubro, o que é inadmissível”, declarou o presidente em exercício do sindicato, Valmir Santana da Paz.

O julgamento do dissídio da greve está marcado para esta quarta-feira (15), às 15h.

Decisão da Justiça e aumento de trens e metrô

Nesta terça-feira (14), com o início da paralisação, a Prefeitura de São Paulo reiterou a decisão da Justiça do Trabalho do fim do mês passado, que garante a manutenção parcial da frota de ônibus, sob condição de multa.

“A SPTrans irá solicitar à Justiça a cobrança desta multa, além de autuar as empresas pelo não cumprimento das viagens”, afirmou a Prefeitura à CNN.

“A SPTrans continua acompanhando a negociação entre empresários e trabalhadores e espera uma breve resolução entre as partes, para que a população de São Paulo não seja penalizada”, acrescentou.

Além disso, a Secretaria dos Transportes Metropolitanos (STM) de São Paulo informou que, por conta da greve, foi antecipada a oferta máxima de trens em circulação e o horário de pico foi ampliado.

“Metrô, CPTM, ViaQuatro e ViaMobilidade estarão com trens reservas em condições operacionais em todas as linhas para o atendimento à demanda”, informou a STM, em nota.

O Rodízio Municipal de Veículos também foi suspenso pela CET. “Em razão da greve dos motoristas e cobradores o Rodízio Municipal de Veículos está suspenso. Placas com final 3 e 4 podem circular. Todas as demais restrições permanecerão válidas”, informou a Companhia.

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