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    Instituições arrecadam mais de 10 toneladas em doações às vítimas da chuva em SP

    Em entrevista à CNN, o presidente nacional da Central Única das Favelas (Cufa), Preto Zezé, detalhou apoio da equipe na região

    Lucas Rochada CNNCarol RaciunasRafael Saldanhada CNN*

    em São Paulo

    Estimativa da Defesa Civil mostra que mais de 10 toneladas de itens foram arrecadadas para doações às vítimas das fortes chuvas que atingiram cidades do litoral de São Paulo.

    Em entrevista à CNN, o presidente nacional da Central Única das Favelas (Cufa), Preto Zezé, afirmou que a equipe presta apoio na região desde o segundo dia após os temporais.

    “Estamos no território desde o segundo dia, fazendo o diagnóstico e identificando os principais problemas e emergências. Geralmente, quando acontece uma situação dessas, temos um plano de curto, médio e longo prazos. Nesse curto prazo agora é a questão do resgate das pessoas, do apoio às equipes que estão no território. Começar a fazer um mapeamento daqueles que foram as pessoas mais atingidas e as necessidades de água, remédio e de acolhimento dessas pessoas”, disse.

    Segundo Zezé, o fluxo de doações será facilitado com a desobstrução das estradas que registravam pontos de interdição devido aos deslizamentos de terra.

    Na manhã deste sábado (25), o Departamento de Estradas de Rodagem (DER) informou que o tráfego está liberado para veículos leves e pesados nas rodovias da região de São Sebastião.

    Apenas o trecho do KM 82 da rodovia Mogi Bertioga (SP-098), em Biritiba-Mirim, junto à ponte do Rio Sertãozinho, permanece com interdição total. A viagem para o litoral Norte pode ser feita pelo Sistema Anchieta-Imigrantes, Rodovia dos Tamoios e Rodovia Oswaldo Cruz, a depender do ponto na Rio-Santos (SP-055).

    “Muitos caminhões nossos estão chegando na cidade, cerca de 10 caminhões, com alimentos, colchões, remédios, biscoito e muita água para as pessoas, já que a questão do fornecimento de água está muito difícil”, afirmou Zezé.

    O presidente da Cufa destaca a união entre instituições não governamentais com os governos federal, estadual e municipal no apoio às vítimas das chuvas no litoral paulista.

    “Achamos muito importante que as disputas políticas, as diferenças ideológicas fiquem de fora e que todos estejam focados na ação. Inclusive, estamos agora mobilizando uma grande campanha de voluntariado. Quem desejar participar, entre nas redes da Cufa que estão lá todas as orientações”, afirmou.

    Até o momento, 57 óbitos foram confirmados, sendo 56 em São Sebastião e um em Ubatuba. Equipes do município de São Sebastião com psicólogas e assistentes sociais fazem um trabalho de acolhimento dos familiares das vítimas. Foram identificados e liberados para o sepultamento corpos de 53 vítimas. São 19 homens adultos, 17 mulheres adultas e 17 crianças. As chuvas deixaram mais de 2.251 desalojados e 1.815 desabrigados.

    A Secretaria de Estado da Saúde informa que 22 adultos e seis crianças vítimas das chuvas foram atendidas, até o momento, no Hospital Regional do Litoral Norte (HRLN). Deste total, 13 permanecem internados com estado de saúde estável. Outros 10 pacientes já receberam alta hospitalar e cinco foram transferidos para outras unidades.

    Doações para as famílias atingidas pelas chuvas no litoral paulista / Lucas Lacaz Ruiz/Estadão Conteúdo

    Crédito emergencial

    A Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo abriu uma linha crédito emergencial para atender produtores e pescadores atingidos pela tragédia no litoral paulista, por meio do Fundo de Expansão do Agronegócio Paulista (FEAP).

    O crédito emergencial poderá ser acessado pelo cadastro via internet ou por meio do atendimento presencial nas Casas de Agricultura da Secretaria, que estão funcionando normalmente para atender aos produtores das regiões. Os recursos são destinados para a manutenção ou recuperação da produção agropecuária e pesqueira que tenham sofrido prejuízos.

    O teto é de R$ 50 mil reais para produtores pessoa física, com até 72 meses para pagar, incluindo carência de 24 meses, sem juros, com prazo mínimo para pagar de 12 meses e cronograma de liberação imediato, após aprovação do cadastro.

    *(Sob supervisão de Ludmila Candal e Letícia Brito)