Manifestantes protestam na entrada da Samarco para marcar 6 anos do desastre em Mariana

Rompimento da barragem do Fundão matou 19 pessoas, destruiu casas e contaminou o Rio Doce; em nota, empresa reafirma compromisso com reparação de danos

Manifestantes protestam diante da sede da Samarco, em Mariana, Minas Gerais, nesta sexta-feira (5)
Manifestantes protestam diante da sede da Samarco, em Mariana, Minas Gerais, nesta sexta-feira (5) Foto: MST Oficial

Roberto Samorada Reuters

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Trabalhadores sem-terra, integrantes do Levante Popular da Juventude e do Movimento pela Soberania Popular na Mineração (MAM) ocuparam a entrada da mineradora Samarco, em Mariana, Minas Gerais, nesta sexta-feira (5), data que marca seis anos do rompimento de uma barragem de mineração.

Os manifestantes divulgaram fotos do protesto contra o que chamam de “impunidade” no caso. Eles colocaram faixas na entrada da unidade, com palavras contra a Samarco, a Vale e BHP, donas da mineradora.

“São seis anos desde o fatídico dia 5 de novembro de 2015, onde nos deparamos com o rompimento da barragem de Fundão, maior crime ambiental da história do Brasil, que ceifou a vida de 19 pessoas e condenou o Rio Doce à lama da nascente à foz”, afirmaram os manifestantes em nota.

Procurada, a Samarco confirmou que os manifestantes estavam em frente à empresa e que não entraram na unidade. Disse ainda que a manifestação não impacta a produção.

A Samarco afirmou também, por meio da assessoria de imprensa, que “segue firme em seu compromisso com as ações de reparação e compensação dos impactos decorrentes do rompimento da barragem de Fundão, que jamais serão esquecidos pela empresa”.

A empresa reafirmou seu comprometimento com a reparação de danos e com o Termo de Transação e Ajustamento de Conduta (TTAC) firmado, em março de 2016, pela Samarco e seus acionistas, Vale e BHP, governos federal, de Minas Gerais e do Espírito Santo e outras entidades.

Rompimento da barragem de rejeitos da mineradora Samarco completa seis anos / Foto: Rogério Alves/TV Senado

Até o momento, segundo a Samarco, já foram indenizadas mais de 336 mil pessoas, tendo sido destinados mais de R$ 15,57 bilhões para as ações executadas pela Fundação Renova, que conduz ainda ações de recuperação da flora e fauna, além dos processos de reassentamentos que contam com a participação dos atingidos e do poder público.

A companhia disse ainda que, com a retomada gradual das atividades da Samarco, “de forma mais segura e sustentável”, a empresa reforça o cumprimento de suas obrigações nos campos social e ambiental.

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