Prime Time

seg - sex

Apresentação

Ao vivo

A seguir

    Moradores de prédio interditado na Praia Grande são abrigados em hotel

    Edifício com 133 apartamentos sofreu um colapso estrutural em colunas do subsolo

    Duda CambraiaRenan Fiuzada CNN

    Moradores dos mais de 100 apartamentos estão fora de suas casas após a interdição de um prédio residencial com 133 apartamentos na Praia Grande, cidade do litoral paulista.

    O edifício foi evacuado no início da tarde desta terça-feira (13) depois que técnicos da Defesa Civil identificaram um colapso estrutural em três colunas da edificação. O problema foi constatado no subsolo. Não há feridos.

    A construtora JR, responsável pela obra, vai reembolsar os gastos de hospedagem dos dias 13 e 14 de fevereiro. A empresa também disponibilizou 16 quartos em um hotel na cidade.

    Nesta quinta-feira (15), o processo de alocação das famílias ainda continua, buscando alternativas para quem possui animais de estimação. Não há previsão de retorno ao edifício.

    A moradora do sexto andar do edifício, Lúcia de Lima Silveira, faz quimioterapia em São Paulo e aguarda os bombeiros para conseguir retirar suas roupas do prédio e poder continuar o tratamento na capital.

    “Agora preciso entrar para pegar minas roupas. Como vou de short e chinelo para a quimioterapia?”, disse à CNN a moradora.

    Lucia ainda relembra o momento da evacuação. Ela estava em casa e o marido, na sauna. Ele voltou ao apartamento gritando “vamos, vamos, vamos!”.

    “Nem ele sabia o que tinha acontecido. Quando nós descemos, o povo estava tudo aqui, ambulância, polícia, resgate e Defesa Civil. Senhorinhas que moram no 19° andar, gente mancando que teve que descer de escada, foi uma loucura! Ninguém se machucou, mas não deixa de ser um susto”, relembra.

    Lucia ainda conta que muitas pessoas que estavam no prédio não eram moradores, apenas alugaram apartamentos por ser perto da praia. “A gente soube que o pessoal saiu com a roupa do corpo e deixou tudo aí e foi para São Paulo”, relata.

    Em nota, o condomínio disse que o “foco dos trabalhos no edifício é a continuidade dos estudos sobre o que pode ter gerado o incidente e a elaboração, pela construtora JR, do plano de intervenção e conserto para ser apresentado às autoridades. Somente após a aprovação, os trabalhos terão início e saberemos o tempo previsto de obras”.

    Veja imagens das colunas danificadas: