Não é hora de baixar guarda, diz representante de municípios sobre nova variante

Para o presidente da Confederação Nacional de Municípios, clima de otimismo em relação à pandemia causa preocupação, após descoberta da variante Ômicron

Fernanda Pinottida CNNDuda Cambraiada CNN*

Em São Paulo

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Em entrevista à CNN, Paulo Ziulkoski, presidente da Confederação Nacional de Municípios (CNM), disse que o Brasil está no caminho certo para combater a pandemia, com o andamento da vacinação e a inclusão de uma terceira dose ao esquema vacinal.

A preocupação no momento vem no exterior, por conta da nova variante da Covid-19, Ômicron, encontrada pela primeira vez na África do Sul.

No Brasil, grandes eventos já estão acontecendo, como partidas de futebol com público nas arquibancadas, e datas comemorativas, como Réveillon e Carnaval, se aproximam, o que acende um sinal de alerta.

“Não podemos deixar para tomar medidas de última hora e correr o risco de retroceder naquilo que conquistamos até agora”, diz.

O presidente da entidade também fala que a tomada de decisões pelo governo federal foi muito lenta no início da pandemia. Agora ele espera que os danos já causados pela Covid-19 ensinem as autoridades a tomarem medidas concretas com antecedência.

“Não sabemos ainda se as vacinas que estão sendo aplicadas vão resistir a essa nova variante do vírus e com qual é a sua intensidade”, ele diz. Ziulkoski ressalta que esta variante ainda não chegou ao país, mas é possível que chegue e isso poderia mudar os planos dos municípios em relação a grandes eventos.

Ele diz estar observando um certo bom humor e otimismo entre os gestores de municípios, como se a pandemia já estivesse acabado. “Isso preocupa muito. Neste momento, temos que colocar os pés no chão e ter muita responsabilidade.”

Ziulkoski fala da importância de explorar a cultura brasileira de aceitação da vacinação. Ele diz que não está “sobrando vacina”, pelo contrário, ainda há uma demanda a ser atendida nos municípios.

“Temos que tentar chegar a 80% da população totalmente vacinada e continuar com a vigilância sobre o uso de máscaras”, diz. “Nossa situação interna tem melhorado bastante, mas nem por isso devemos baixar a guarda.”

No momento, a Confederação diz estar atenta ao posicionamento do governo federal para tentar impedir que a variante chegue ao Brasil e se espalhe.

“Como vamos criar esse cinturão de proteção para que, de preferência, a variante não chegue aqui e, se chegar, seja de maneira retardada”, completa.

(*Supervisionada por Elis Franco)

Publicado por Ligia Tuon

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