Parada LGBT tem o poder de mostrar que não é crime ser quem você é, diz ativista

À CNN Rádio, Marcella Montteiro, que é uma travesti, contou sua experiência pessoal com o evento, que volta presencialmente a São Paulo neste domingo (19)

A Parada LGBT é um dos principais eventos de São Paulo, e perde somente para a Fórmula 1
A Parada LGBT é um dos principais eventos de São Paulo, e perde somente para a Fórmula 1 GILDSON DI SOUZA/SECOM

Amanda Garcia

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A ativista social e mulher travesti Marcella Montteiro contou a importância da Parada LGBTQIA+ na vida dela ao longo dos anos, em entrevista à CNN Rádio, no CNN no Plural.

O evento volta à Avenida Paulista, em São Paulo, no próximo domingo (19), depois de dois anos, devido à pandemia de Covid-19.

Para ela, uma manifestação de orgulho desta magnitude é importante especialmente para jovens e para aqueles que ainda não estão no lugar onde pertencem.

“O jovem LGBT dentro da Parada, aquele que está sozinho, que a família e amigos não sabem da sua orientação sexual, está deslocado, mas feliz”, relatou.

“A Parada é quando você tem a real noção de que quem você é não é pecado, como é dito em algumas religiões; que você é bonito, que não é crime ser quem você é.”

Quando iniciou sua jornada, Marcella lembra que participar do evento, e ver artistas LGBT deu um “sentimento gostoso de que estava no meio de pessoas iguais a mim.”

“Isso é muito importante, principalmente para jovens LGBT”, opinou.

A ativista, devido a sua trajetória, considera ser uma vitória o simples fato de estar viva.

“Eu, como travesti negra, de quase 2 metros de altura, as pessoas costumam apedrejar, colocar apelidos, estar viva com 41 anos é um ganho, já que o Brasil é o país que mais mata pessoas trans. Tenho orgulho de ser travesti”.

*Com produção de Rafael Câmara.

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