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    PF já mapeia sucessor de Zinho e segue enfraquecendo a milícia

    Investigadores envolvidos no caso dizem que o trabalho segue “a todo vapor” com análise do material apreendido nas operações recentes

    Raquel Landimda CNN São Paulo

    A Polícia Federal já iniciou o mapeamento do possível sucessor de Zinho no comando da maior milícia do Rio de Janeiro, apurou a CNN. Foragido mais procurado da capital fluminense, Luiz Antonio da Silva Braga, o Zinho, entregou-se à PF na véspera de Natal.

    Investigadores envolvidos no caso dizem que o trabalho segue “a todo vapor” com análise do material apreendido nas operações recentes e reconhecem que o grupo está apenas enfraquecido.

    Eles acreditam que Zinho já nomeou um sucessor e um coordenador das operações. Ele tinha 12 mandados de prisão e estava foragido. O Grupo de Investigações Sensíveis e Facções Criminosas (Gise) da PF está atrás dessa milícia há cerca de um ano e meio.

    Nas últimas semanas, a PF deflagrou as operações Dinastia 2 e Batismo, que começaram a atingir, respectivamente, os núcleos financeiro e político.

    Numa delas, o alvo foi a deputada estadual Lucinha (PSD), chamada de “madrinha” pelos milicianos, mas as investigações apontam que as conexões políticas do grupo vão muito além.

    Os policiais afirmam também que essa é uma “dinastia”, que já foi comandada por Carlos Alexandre Braga, o Carlinhos 3 pontes, e Wellington da Silva Braga, o Ecko. Ambos são irmãos de Zinho e foram mortos em confrontos com a Polícia Civil do Rio.

    A PF acredita, inclusive, que o medo de morrer foi um dos motivadores para Zinho se entregar numa negociação que durou 10 dias. O miliciano se apresentou diretamente aos federais, sem participação da Polícia Civil, e foi encaminhado direto a um presídio de segurança máxima.

    A expectativa das autoridades é que Zinho acabe em algum momento colaborando com as investigações em troca de benefícios. “Essa milícia existe há duas décadas. Estamos desestruturando a parte financeira e a parte política. A prisão do Zinho não muda nada. Estamos apenas começando”, disse um investigador.