Polícia investiga origem de panfletos antissemitas espalhados em bairro do RJ

Diversos panfletos foram despejados em ruas de condomínios da Barra da Tijuca, com ataques a judeus 

Iuri Corsini, da CNN, no Rio de Janeiro 

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Após diversos panfletos antissemitas terem sido espalhados em ruas de condomínios da Barra da Tijuca, a Polícia Civil, através da 16ª DP (Barra da Tijuca), instaurou um inquérito para apurar o crime de preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional. Nos diversos panfletos arremessados há os dizeres “judeus acumuladores compulsivos de ouro diamante e dólares”. 

A polícia informou que está apurando a autoria dos panfletos com as ofensas, além dos responsáveis por imprimir todo o material. Os agentes estão atrás de imagens de câmeras de segurança e realizam outras diligências para chegarem aos responsáveis pelo crime. 

Para o presidente da Federação Israelita do Estado do Rio (Fierj), Alberto David Klein, os casos de antissemitismo têm aumentado nos últimos meses, reflexo de um crescente extremismo e da polarização política no país. “O que podemos observar é que com a polarização política, aumentou o extremismo, e isso causa um ambiente propício ao aparecimento e fortalecimento de grupos racistas, intolerância religiosa, antissemitas, e até grupos nazistas”, diz ele. 

Klein também diz que essa agressão é a toda e qualquer minoria. “A discriminação hoje é contra os judeus, amanhã, com certeza será contra outra minoria. É inadmissível nos dias de hoje, o racismo, o preconceito, a intolerância religiosa”, conclui. 

cartaz antissemita
Foto: CNN

Segundo dados do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, o número de violações no primeiro semestre de 2021 em relação ao judaísmo aumentou mais de quatro vezes, em relação ao segundo semestre de 2020. Enquanto no segundo semestre do ano passado foram computadas 62 violações contra pessoas cuja religião é o judaísmo, no primeiro semestre deste ano o número saltou para 272.

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