Réveillon no RJ não deve ter público e Carnaval deve ocorrer após vacina

Maior festa popular do estado pode ser transferida para junho, segundo discussões travadas pelo governo fluminense

A Viradouro foi campeã do Carnaval do Rio de Janeiro neste ano
A Viradouro foi campeã do Carnaval do Rio de Janeiro neste ano Foto: Agência Brasil (06.jan.2020)

Camile Couto, da CNN, no Rio

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Com as incertezas que envolvem a pandemia do novo coronavírus, o Réveillon e o Carnaval — dois maiores eventos da cidade do Rio de Janeiro —  podem não ocorrer na época e com o público previsto. Enquanto os festejos de ano novo não devem ter aglomeração na praia de Copacabana, a maior festa popular do estado pode ser transferida para junho, segundo discussões travadas pelo governo fluminense. 

Há uma discussão em pauta e um plano B e C, caso população não esteja vacinada até o fim do ano.O governo do estado está propondo um grupo de trabalho com órgãos municipais e estaduais relacionados as pastas da Cultura, Turismo, Saúde e Eventos para estudar as estratégias. Ainda não há uma decisão sobre os adiamentos dos eventos, pois será avaliada a progressão do cenário da pandemia. 

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Segundo o subsecretário de Eventos da Secretaria de Cultura do Estado, Rodrigo de Castro, o grupo de trabalho que irá tratar o futuro dos grandes eventos já vem de reunindo desde o final do mês passado para discutir a possibilidade do adiamento do Carnaval de 2021.

Segundo os órgãos competentes, não há como garantir a segurança da população nos blocos de rua. As escolas de samba já falam em fazer o desfile na Sapucaí só após a chegada de uma vacina contra a Covid-19. 

Além dos os órgãos municipais e estaduais ligados aos eventos e turismo, também participarão órgãos de saúde e de segurança. O Ministério Público também foi convidado. Esse mesmo grupo de trabalho foi criado em 2019 para tratar as questões relacionadas aos megablocos do Carnaval, mas este ano terá como foco o cenário pós-pandemia. 

Ano novo sem público

Sobre o Réveillon, os organizadores estão pensando em um tipo de evento híbrido, que tenha apenas parte do público previsto em relação aos anos anteriores, ou uma transmissão virtual.  

A Liga das Escolas de Samba do Rio de Janeiro e a RioTur informaram que ainda é cedo para falar sobre alterações no calendários dos eventos.  Por enquanto, quadras, ateliês e barracões estão abertos apenas para a confecção de mais de cem mil máscaras para o combate ao coronavírus.

O Carnaval de 2020 atraiu 31,2% a mais de turistas no Rio, segundo a Riotur. O órgão informou que a Cidade Maravilhosa recebeu 2,1 milhões de turistas – 77% brasileiros e 23% vindos do exterior. No carnaval de 2019, os turistas somaram 1,6 milhão.

Adiamento

Em entrevista à CNN, o prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM), afirmou que irá propor um adiamento conjunto do Carnaval 2021 para São Paulo, Rio de Janeiro e outras grandes cidades que recebem a festa caso a pandemia do novo coronavírus ainda impacte a livre circulação de pessoas nas ruas. Ele sinalizou que uma possibilidade é realizar o Carnaval entre maio e junho do ano que vem para que a festa não seja cancelada por completo. 

O prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), disse que também começou as discussões para o adiamento da festa. “Eu falei com o prefeito ACM Neto, liguei assim que ele fez essa declaração. A cidade de São paulo também quer discutir conjuntamente o adiamento do Carnaval. Ele [prefeito de Salvador] precisa de 3 a 4 meses para preparar o carnaval, nós precisamos de mais por causa dos desfiles das escolas de samba. As escolas realizam vários ensaios que juntam 2 mil, 3 mil pessoas em seus barracões. Começamos a debater com as escolas de samba, e esperamos poder anunciar um adiamento em conjunto, seja Salvador, Rio de Janeiro, pensar com alguma cidade”, afirmou em entrevista à rádio Band News

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