RJ: Prefeito e governador se reúnem para decidir sobre recuo na flexibilização

Endurecimento das medidas de isolamento foi sugerido pelo Comitê Científico da Prefeitura do Rio

Cláudio Castro e Marcelo Crivella vão discutir novas restrições
Cláudio Castro e Marcelo Crivella vão discutir novas restrições Foto: Governo do Rio

Isabelle Saleme e Thayana Araújo, da CNN no Rio de Janeiro

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Um possível recuo no plano de flexibilização do Rio de Janeiro vai ser discutido no fim da manhã desta quinta-feira (3) entre o prefeito Marcelo Crivella e o governador em exercício Cláudio Castro. O encontro vai contar com a participação do Subsecretário Geral Executivo de Saúde no município, Jorge Darze.

O endurecimento das medidas de isolamento foi sugerido pelo Comitê Científico da Prefeitura do Rio por causa do avanço dos casos confirmados do novo coronavírus. O boletim desta quarta-feira (2) da Secretaria Estadual de Saúde indicou pelo segundo dia seguido mais de três mil novos casos da doença no estado. A capital contabiliza mais da metade das mortes do estado, já são 13.405. Os hospitais também estão à beira do colapso. As taxas de ocupação das UTIs destinadas ao combate a Covid-19 estão acima de 90% tanto na rede pública quanto na privada.

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Entre as recomendações dos especialistas do Comitê Científico estão o fechamento das escolas e a proibição de banhistas nas praias. Também foi sugerida a proibição de eventos que gerem aglomerações, a suspensão de pistas de dança e o fechamento de boates. Além da restrição do funcionamento de bares e restaurantes até 22h.

O comitê recomendou, ainda, mais rigidez no controle dos transportes públicos. A ideia é que a Guarda Municipal fiscalize o fluxo em ônibus, no Metrô e no BRT, para evitar a superlotação.

Os profissionais pediram também que o município reforce junto à população a importância de seguir as recomendações sanitárias. Ou seja, uso de máscaras em locais públicos, a lavagem frequente das mãos e a utilização de álcool em gel.

Por fim, os especialistas solicitaram a suspensão das cirurgias eletivas feitas na rede municipal, mantendo apenas as essenciais.

A prefeitura ainda não se manifestou sobre as recomendações.

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