Rodoviários do Rio ameaçam com greve se não forem incluídos na rede de vacinação

Com 120 km percorridos por dia e contato com mais de 200 pessoas, motoristas exigem vacinação para realizarem o trabalho de forma segura

Ônibus da cidade do Rio de Janeiro
Ônibus da cidade do Rio de Janeiro Foto: Reprodução

Isabelle Resende, da CNN, no Rio de Janeiro

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Cerca de 21.500 profissionais do setor de transporte da capital aguardam uma definição da Prefeitura do Rio sobre a inclusão da categoria no calendário de vacinação contra a Covid-19.  Em janeiro, motoristas e cobradores foram incluídos no grupo prioritário do Programa Nacional de Imunizações (PNI), do Ministério da Saúde. 

De acordo com o Rio Ônibus, que representa as empresas que prestam serviço na capital, diariamente, um motorista de ônibus percorre em média 120 km e tem contato com aproximadamente 200 pessoas durante o exercício da função. Desde o ano passado, o Rio Ônibus se manifesta no sentido de acelerar o atendimento aos profissionais, que atuam na linha de frente do transporte público na cidade. 

Preocupado com o avanço do número de mortes na pandemia, o Sindicato dos Rodoviários do Rio, que representa os motoristas e cobradores, ameça fazer uma paralisação, caso a categoria não seja incluída no calendário de vacinação até o dia 1º de maio. O presidente do sindicato, Sebastião José, afirmou que desde janeiro vem solicitando a prefeitura a aplicação da vacina, mas o pedido ainda não foi atendido.

 O sindicato relata que, pelo menos, 196 casos confirmados da covid-19 entre os trabalhadores foram relatados. E 56 profissionais morreram em decorrência da doença. Na semana passada, rodoviários de Niterói, São Gonçalo, Itaboraí, Maricá e Tanguá decidiram suspender parte da circulação dos veículos, a fim pressionar pela inclusão dos trabalhadores no calendário. 

Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) informou que as vacinas estão chegando aos poucos e, pelo cronograma de entregas do Ministério da Saúde, não haverá ainda doses para todos a curto prazo. Diante disso, o órgão precisou elencar prioridades dentro dos grupos contemplados pelo Programa Nacional de Imunizações, visando sempre atender primeiro aqueles que, estatisticamente, apresentam mais complicações diante da infecção pelo coronavírus. 

A SMS aguarda o avanço do cronograma de entregas de vacinas pelo Ministério da Saúde e também trabalha com a possibilidade de compra direta de vacinas, após aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), e espera com isso poder atender outros grupos prioritários no menor prazo possível.

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