STJ mantém júri de Ronnie Lessa, ex-policial acusado de matar Marielle Franco

Crime foi cometido há quatro anos; além da vereadora, o motorista Anderson Gomes também foi assassinado

Gabriela Coelhoda CNN

em Brasília

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Por unanimidade, os ministros da Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) negaram recurso apresentado pelo policial militar reformado Ronnie Lessa, e mantiveram julgamento no tribunal do júri pelo assassinato da vereadora do Rio de Janeiro Marielle Franco e de seu motorista, Anderson Gomes.

O crime foi cometido há quatro anos, em 14 de março de 2018. O recurso foi julgado em “lista”. Neste tipo de julgamento não há debate dos votos, apenas declaração unânime.

Os ministros seguiram o relator, ministro Rogerio Schietti, que em março já havia negado o pedido de absolvição sumária do ex-policial. Depois da decisão, a defesa apresentou um recurso, que agora foi negado.

Segundo o relator, há indícios de que o policial reformado tentou dissimular as buscar realizadas antes da data de execução do crime.

“Essas são algumas das provas citadas na pronúncia, mantida em segundo grau, que consubstanciam lastro mínimo, judicializado, da admissibilidade da acusação a ser desenvolvida em plenário do júri. As instâncias ordinárias justificaram a suspeita que recai sobre o agravado, acerca de crime contra a vida”, disse o ministro.

Ainda de acordo com Schietti, as informações do processo indicam que as vítimas foram emboscadas, tendo em vista que os executores monitoravam Marielle e sabiam que ela estaria em um evento no dia do crime.

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