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    Uso do cordão de girassóis pode mudar a rotina de pessoas com deficiências ocultas, diz especialista à CNN

    Presidente da Associação Vozes Atípicas destacou a importância da identificação para pessoas com autismo, surdez ou Parkinson, por exemplo

    Governo sanciona lei que formaliza uso de fita com girassóis como símbolo de doenças ocultas
    Governo sanciona lei que formaliza uso de fita com girassóis como símbolo de doenças ocultas Roberto Suguino/Agência Senado Fonte: Agência Senado

    Ricardo Gouveiada CNN

    em São Paulo

    Uma fita com desenhos de girassóis foi formalizada no último dia 17 de julho como identificação para pessoas com deficiências ocultas no Brasil.

    A medida, sancionada pelo governo federal, beneficia quem tem alguma deficiência que não pode ser percebida de imediato, seja física, cognitiva, permanente ou temporária.

    A Associação Vozes Atípicas (AVA) – uma ONG que fornece suporte para pessoas com deficiência e suas famílias – explica que entre essas deficiências estão o autismo, surdez e Parkinson, por exemplo.

    A presidente da AVA, Simone Alli Chair, tem dois filhos autistas e afirma que a conscientização sobre o uso do cordão com desenhos de girassóis é capaz de mudar a rotina de pessoas com deficiências ocultas.

    “Nunca deixei meu filho de 25 anos andar de ônibus ou metrô porque eu tenho medo de ele entrar numa crise”, explicou em entrevista à CNN Rádio. “Mas se ele estiver com esse cordão de girassol, as pessoas vão entender que ele tem alguma questão, e aí existe uma compreensão maior.”

    Simone lembra que, além do uso em transporte público, o cordão auxilia pessoas em situações de espera, como filas ou saguões. E a compreensão acaba valendo também para quem acompanha pessoas com deficiências ocultas.

    “Até mesmo quando é uma criança que se joga no chão e faz aquele escândalo, as pessoas vão entender que não é uma birra, não é uma falta de educação, mas que, naquele momento, ela está desorganizada sensorialmente”, conta a presidente da AVA.

    “Se a pessoa não estiver com o cordão, não vão entender a situação e vão julgar, o que acontece demais com as mães de autistas. Quando a pessoa tem um comportamento que não é adequado, já olham torto para a mãe.”

    Por outro lado, Simone Alli Chair reforça que o uso do cordão com girassóis é opcional, uma vez que o uso de acessórios pelo corpo pode incomodar e desestabilizar pessoas com algumas deficiências ocultas.

    Veja também: Especialista aponta sinais que podem indicar transtorno do espectro autista em crianças