Veja o que muda nas medidas restritivas a partir de amanhã no Rio de Janeiro

Bares poderão servir clientes em pé, nas calçadas, e eventos estarão liberados para até 500 pessoas

Aglomeração em bares no Rio de Janeiro
Aglomeração em bares no Rio de Janeiro Foto: Ana Paula Lima/Arquivo Pessoal (5.mar.2021)

Amábyle Sandrida CNN

no Rio de Janeiro

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Bares e restaurantes do Rio de Janeiro voltarão a ter um cenário parecido com o de antes da pandemia a partir desta terça-feira (21). É que o avanço na flexibilização das medidas restritivas permitirá que os clientes sejam servidos nas áreas interna e externa, mesmo que estejam em pé nas calçadas.

No saguão destes estabelecimentos vale a exigência do distanciamento mínimo de um metro entre mesas e cadeiras – do lado de fora, a única determinação é que não ocorram tumultos ou aglomerações nos acessos aos estabelecimentos.

A mudança, publicada no Diário Oficial da capital fluminense, foi considerada um avanço bem recebido pelos empresários do setor.

Segundo o presidente do SindRio, Fernando Blower, a distância mínima entre as mesas ainda impacta os bares menores, mas as liberações permitem um retorno gradual ao padrão pré-pandemia.

A flexibilização é um movimento necessário para quitar as dívidas adquiridas por 71% dos associados do Sindicato de Bares e Restaurantes do Rio. “Os negócios ligados à gastronomia precisam de um alento. Precisam vender mais que antes para pagar as dívidas do período”, explica Blower.

A circulação de pessoas vai aumentar também em shoppings, casas de festas e de espetáculos, circos, parques de diversão e pontos turísticos.

Nesses locais, a lotação máxima passa para 70% da capacidade do espaço. Os eventos em locais abertos ganham limite ampliado: será permitido público de até 500 pessoas.

Já nas academias, piscinas e centros de treinamento e condicionamento físico o ritmo retoma a normalidade nas aulas em grupo – basta usar a máscara. Isso porque a entrada nesses lugares, desde o dia 15 de setembro, está condicionada à apresentação do passaporte da vacina.

O documento é obrigatório também nos estádios, onde a lotação máxima passa para 50%. A compra dos ingressos depende da comprovação do esquema vacinal completo – no caso de pessoas acima de 60 anos, a dose de reforço precisa ter sido aplicada pelo menos 14 dias antes da partida.

O mesmo intervalo vale para a segunda dose dos torcedores que têm entre 15 e 59 anos.

A fiscalização do cumprimento dessas regras ficará a cargo da Secretaria Municipal de Ordem Pública, da Guarda Municipal do Rio de Janeiro e do Instituto Municipal de Vigilância Sanitária, Vigilância de Zoonoses e de Inspeção Agropecuária.

A flexibilização vai na contramão da taxa de ocupação de leitos na rede SUS da capital, onde a ocupação em UTI é superior a 80%: na cidade do Rio de Janeiro esta taxa está em 82%.

De acordo com o último boletim divulgado pela Fundação Oswaldo Cruz , no dia 17 de setembro, o estado do Rio ainda tem uma taxa de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave considerada muito alta: acima de 5 casos por 100 mil habitantes.

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