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    Goleiro do Bahia relembra atentado que sofreu: “Não acontece nada com os bandidos”

    Danilo Fernandes comentou ataque sofrido pelo elenco do Fortaleza, na semana passada; em 2022, o ônibus do time baiano foi alvo de violência

    Danilo Fernandes, goleiro do Bahia, chegando ao estádio para jogo contra a Juazeirense, pelo Estadual
    Danilo Fernandes, goleiro do Bahia, chegando ao estádio para jogo contra a Juazeirense, pelo Estadual Leticia Martins / Bahia

    Marcel Rizzoda Itatiaia

    Danilo Fernandes, goleiro do Bahia, admitiu que o atentando sofrido pela delegação do Fortaleza na semana passada, no Recife, o fez relembrar do ataque ao ônibus do Bahia em fevereiro de 2022. O jogador foi ferido gravemente próximo ao olho e correu risco até de perder a visão.

    Mais de dois anos após o ocorrido, quatro pessoas ligadas à torcidas organizadas do Bahia foram denunciadas, mas ainda não foram julgadas e estão em liberdade.

    “Dois anos depois do meu episódio, os jogadores do Fortaleza foram alvos de uma tentativa de homicídio, como foi comigo. Infelizmente não acontece nada com esses bandidos que se chamam de torcedores. Se qualquer um aqui fizer uma bomba e jogar no automóvel, vai ser preso. Com eles não acontece nada”, disse Danilo Fernandes no domingo (25), após o Bahia vencer a Juazeirense por 2 a 1 pelo Campeonato Baiano.

    O jogador disse que se incomoda com o fato de que as pessoas que fizeram a emboscada e o feriram continuem a frequentar os jogos do Bahia.

    “Todo jogo que eu vou esses bandidos vão estar na arquibancada. Você está a 20, 30 metros do cara que tentou te matar. No meu caso, se passaram dois anos e não aconteceu nada’, comentou o goleiro de 35 anos.

    Na madrugada de quinta-feira (22), o ônibus que levava a delegação do Fortaleza da Arena de Pernambuco, na região metropolitana do Recife, até o hotel foi atacado por cerca de 100 pessoas na BR, a 8km do estádio. Uma bomba caseira e pedras foram arremessadas, quebrando vidros e ferindo seis jogadores.

    O lateral Gonzalo Escobar levou uma pancada na cabeça, por um fragmento maior, chegou a ter perda de consciência e deu entrada no hospital direto à UTI, por precaução. Os outros cinco tiveram escoriações.

    A polícia continua investigando, diz ter identificado alguns dos autores do crime, mas até agora ninguém foi preso. O Sport foi proibido pelo tribunal desportivo de ter torcedores nos estádios em jogos organizados pela CBF até o caso ser julgado.

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    Este conteúdo foi criado originalmente em Itatiaia.

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