STF quebra sigilo financeiro de alvos de operação sobre atos contra STF

A decisão foi consequência de uma análise detalhada da Procuradoria-Geral da República sobre o financiamento das manifestações

Da CNN, em São Paulo
16 de junho de 2020 às 16:36 | Atualizado 16 de junho de 2020 às 16:40

A operação de busca e apreensão realizada pela Polícia Federal nesta terça-feira (16) nas casas do deputado federal Daniel Silveira (PSL-RJ) e do youtuber Allan dos Santos, entre outros aliados do presidente Jair Bolsonaro, foi também motivada por autorização do Supremo Tribunal Federal (STF) para quebra de sigilos financeiros e diligências em empresas de alguns dos alvos desta investigação, segundo apuração da âncora da CNN Daniela Lima.

A decisão foi consequência de uma análise detalhada da Procuradoria-Geral da República sobre o financiamento de atos que pedem o fechamento do STF e do Congresso Nacional, além de intervenção militar. 

As diligências desta semana foram autorizadas no 27 de maio, com as datas das operações sendo definidas pela PGR e PF.

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A operação está ligada ao inquérito que investiga a origem de recursos e a estrutura de financiamento de grupos suspeitos da prática de atos antidemocráticos. As buscas foram requeridas pela PGR e determinadas pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). 

Entre os demais alvos da PF estão outros youtubers bolsonaristas como Ravox Brasil e Fernando Lisboa, além de Sergio Lima, marqueteiro do Aliança pelo Brasil, partido que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) tenta oficializar na Justiça Eleitoral. O advogado Luís Felipe Belmonte, vice-presidente do Aliança pelo Brasil, também foi alvo da operação da PF. 

(Edição: Bernardo Barbosa)