Radar Político: as dificuldades para prorrogar o auxílio emergencial para 2021

Fernando Molica e Igor Gadelha falam sobre a possibilidade de ampliação do benefício para o próximo ano e quais os desafios do governo para implementar medida

Da CNN
19 de outubro de 2020 às 12:36

No quadro Radar Político, na CNN Rádio, nesta sexta-feira (16), Fernando Molica e Igor Gadelha falam sobre a possibilidade de o auxílio emergencial ser prorrogado no início de 2021.

“Tem sim uma articulação não só no Senado, mas na Câmara também para prorrogar o auxílio emergencial por pelo menos três meses no início de 2021”, disse Gadelha.

“Conversei com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, que disse não se opor à prorrogação do auxílio, desde que por meio dos recursos do orçamento regular da União e respeitando o teto de gastos.”

Para Molica, o problema é que para fazer um programa social dentro do orçamento regular não é preciso recorrer ao auxílio emergencial.

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“Os congressistas e o governo buscariam dentro do orçamento recursos para ampliação do Bolsa Família e criação, enfim, do Renda Cidadã. O auxílio emergencial só foi viabilizado - e era uma despesa muito grande - por conta do estado de calamidade e do orçamento de guerra”, afirmou.

Os dois também voltaram a falar sobre a situação do senador Chico Rodrigues, cujo afastamento será julgado no plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) na quarta-feira (21).

“A expectativa é que o Senado espere o plenário do STF julgar a decisão monocrática do ministro Luís Roberto Barroso. Até porque há uma expectativa de que o próprio plenário reverta a decisão de Barroso, o que faria com que o Senado não tivesse que se envolver com esse caso”, disse Gadelha.

Igor Gadelha, Caio Junqueira e Fernando Molica comandam o Radar Político, na CNN Rádio
Foto: CNN Brasil

“Senadores viram até uma decisão um pouco política do ministro Luís Roberto Barroso ao jogar para o plenário sua decisão monocrática, depois de perceber uma resistência muito grande dos senadores à sua decisão”, completou.

“Cada pessoa suspeita tem o direito de se defender do jeito que considera melhor, mas eu fiquei curioso para saber qual o tipo de atividade empresarial do senador Chico Rodrigues para ele pagar em dinheiro vivo seus funcionários. É algo anacrônico”, disse Molica.

(Edição: André Rigue)