À CPI, Eduardo Pazuello afirma que Bolsonaro não o obrigou a tomar decisões

O ex-ministro, no entanto, ressaltou que não tomava decisões sozinho

Renato Barcellos, da CNN, em São Paulo
20 de maio de 2021 às 15:48 | Atualizado 20 de maio de 2021 às 15:51

Em depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito da Pandemia de Covid-19, o ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello afirmou que enquanto esteve à frente da pasta, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) não o obrigou a tomar decisões.

“No que tange ao Ministério da Saúde e ao SUS, posso afiançar ao senhor que não tive pressão do presidente Bolsonaro para tomar essa ou aquela decisão”, disse.

Na avaliação do militar, "é óbvio" que para se tomar uma decisão, todo o contexto é analisado. Embora tenha dito que não recebeu ordens diretas do presidente, Pazuello ressaltou que não tomava decisões sozinho. "Sempre tomava de forma tripartite”, ressaltou.

Na sessão de quarta-feira (19), o ex-ministro disse que a frequência com que se encontrava com Bolsonaro era "menor que do que gostaria.

"Acredito que a relação com o presidente poderia ser maior ainda, mas os cargos e agendas são complicadas. Eu o via uma vez por semana ou a cada duas semanas", afirmou. "Se pudesse voltar atrás, teria ido mais vezes conversar com ele."

Foto: Leopoldo Silva/Agência Senado