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    Algum dia, Bolsonaro terá que voltar ao Brasil e enfrentar processos, diz Lula à CNN

    Presidente concedeu entrevista exclusiva a Christiane Amanpour; também afirmou que quer para Bolsonaro a "presunção de inocência" que não teve

    Entrevista Lula a Amanpour
    Entrevista Lula a Amanpour CNN

    Tiago Tortellada CNN

    em São Paulo

    Em entrevista exclusiva a Christiane Amanpour, da CNN, nesta sexta-feira (10), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que Jair Bolsonaro (PL) terá que voltar “algum dia” para o Brasil e enfrentar processos que pesam contra ele.

    “Ele [Bolsonaro] já tem praticamente 12 processos lá no Brasil e vai ter mais processos. Eu acho que em algum momento ele vai ser condenado de alguma corte internacional sobre a questão do genocídio por conta da Covid“, pontuou Lula, acrescentando que metade das mortes pela doença no país aconteceram por “irresponsabilidade do governo”.

    Além disso, o chefe de Estado cobrou uma punição pelo que classificou como genocídio contra o povo Yanomami, pois Bolsonaro teria incentivado garimpeiros ilegais a poluírem as águas, por exemplo.

    “De qualquer forma, um dia ele vai ter que voltar ao Brasil e ele vai ter que enfrentar todos os processos que tenho movido contra ele”, destacou.

    Porém, quando questionado se pediria a extradição de Jair Bolsonaro (PL) — o ex-presidente foi para os Estados Unidos antes do final do mandato, onde está até hoje –, Lula disse que isso cabe à Justiça brasileira.

    Ele também destacou que só falará sobre esse assunto com o presidente dos EUA, Joe Biden, com quem se reúne nesta sexta, se o americano perguntar.

    “Eu não vim aqui para falar mal de um presidente que todo, todo mundo sabe que ele é uma cópia fiel daquilo que o Trump foi nos Estados Unidos”, pontuou.

    Presunção de inocência

    Entretanto, Lula disse que trabalha com a ideia de que todos têm direito à “presunção de inocência”, e que Jair Bolsonaro tem o direito de se explicar à Justiça brasileira, sendo julgado de acordo com a lei.

    “Ele tem o direito de ser julgado da forma mais democrática possível, da forma que eu não fui. Eu quero para ele a presunção de inocência que eu não tive”, complementou.