Bolsonaro veta artigo da LDO que previa fundo eleitoral de R$ 5,7 bilhões

A equipe econômica defende que o governo federal corrija o fundo eleitoral pela inflação do período, chegando a R$ 2,1 bilhões

Gustavo Uribe, Leandro Magalhães, Larissa Rodrigues

Da CNN, em Brasília

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O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) vetou a regra que pretendia ampliar em 25% o fundo eleitoral, para um montante de R$ 5,7 bilhões já com validade para as eleições do próximo ano.

O prazo final de sanção da LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) se encerrou nesta sexta-feira (20). A tendência é de que, na LOA (Lei Orçamentária Anual), o presidente reajuste o fundo eleitoral pela inflação do período, chegando a R$ 2,1 bilhões.

Fontes da Câmara dos Deputados informaram à CNN que o presidente da Casa já havia sido informado pelo próprio presidente Bolsonaro sobre o veto. A decisão de Bolsonaro não agrada em nada  integrantes da base aliada, que já discutem incluir no orçamento do próximo ano uma previsão maior para o fundo eleitoral.

A ideia é, pelo menos, passar o valor do fundo eleitoral para R$ 4 bilhões. A mudança enfrenta forte resistência na equipe econômica, para a qual um aumento do valor pode comprometer outras previsões orçamentárias.

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