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    Bolsonaro diz à PF que nunca teve aproximação com Marcos do Val

    O ex-presidente foi ouvido pela Polícia Federal após Marcos do Val ter citado o nome de Bolsonaro em conversas pelo WhatsApp

    Leandro Magalhãesda CNN

    Em São Paulo

    O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou a agentes da Polícia Federal nesta quarta-feira (12) que nunca teve relação próxima com o senador Marcos do Val (Podemos-ES). O parlamentar é investigado por suposta articulação para uma tentativa de golpe de estado.

    O ex-presidente foi ouvido pela Polícia Federal após Marcos do Val ter citado o nome de Bolsonaro em conversas pelo WhatsApp.

    O ex-presidente afirmou a agentes da PF o que já tinha falado a pessoas próximas: que nunca recebeu ou se reuniu com o senador Marcos do Val ao longo do mandato; que os dois não tinham a menor proximidade e que só se reuniram no dia oito de dezembro de 2022 porque o senador foi levado pelo ex-deputado Daniel Silveira, e que a reunião ocorreu porque ele sempre atendeu a pedidos de reunião dos parlamentares.

    Bolsonaro também afirmou que na reunião em dezembro nenhum assunto de conteúdo não republicano foi abordado, tampouco algum plano “tabajara” contra o ministro Alexandre de Moraes, e que dias depois, ao tomar ciência das ideias do senador Marcos do Val, por meio de mensagem do próprio senador, respondeu: “Coisa de maluco”.

    Em dezembro de 2022, o senador Marcos do Val fez uma visita a Jair Bolsonaro no Palácio da Alvorada, residência oficial do presidente da República em Brasília, junto de Daniel Silveira (PTB-RJ).

    Em fevereiro deste ano, o senador afirmou à imprensa que o então presidente ficou em silêncio durante a reunião na qual Daniel Silveira propôs um golpe de estado.

    Do Val falou que Jair Bolsonaro estava escutando junto dele enquanto Daniel falava sobre uma “missão que poderia salvar o Brasil”. Ele disse que estava claro que Silveira tentava convencer a ambos sobre o plano.

    A CNN ouviu interlocutores de Jair Bolsonaro que afirmaram à reportagem que, após a visita dos dois parlamentares no ano passado, o ex-presidente teria afirmado: “É cada história de maluco que tenho que ouvir”.